sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A São Paulo de German Lorca

Primeiro livro do fotógrafo reúne registros de São Paulo desde 1947 (Foto: German Lorca)

Portal CMAIS+

German Lorca deu os seus primeiros cliques como fotógrafo amador em 1947, aos 27 anos. O momento registrado, coincidentemente, seria um bonde sendo queimado em protesto contra o aumento das tarifas.

Depois dessa, muitas outras fizeram de Lorca parte de uma geração que foi pioneira na fotografia moderna no Brasil — profissionais que eram integrantes do Foto Cine Clube Bandeirante e começaram a explorar olhares diferentes até nos trabalhos publicitários que faziam.

Mesmo sendo um dos maiores nomes entre esses pioneiros, o German só lança o primeiro livro da carreira agora, aos 91 anos. Ele brinca: “É um pouco tarde para lançar o primeiro livro, mas é muito caro publicar um”.

Lorca explica que chegou a acertar com algumas editoras, mas não deu certo. Tinha a pretensão de receber incentivo da Lei Rouanet. “A São Paulo de German Lorca”, por fim, foi lançado pela Imprensa Oficial e Casa da Imagem.

“Eu já tinha uma série de fotos prontas e eles selecionaram as provas e escolheram as que deveriam entrar no livro”.

Essas fotos podem ser vistas também em exposição que leva o mesmo nome que o livro e fica em cartaz até o dia 28 de setembro, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. A entrada é gratuita!

"SporTV Repórter" vai mostrar o cotidiano de cinco renomados fotógrafos esportivos


Portal Imprensa

O "SporTV Repórter", programa semanal apresentado no canal pago SporTV, com formato de documentário, irá apresentar como é a vida dos fotógrafos esportivos no próximo domingo (29/9), às 22h.

De acordo com o site do canal, esta edição do programa, intitulada “Um clique no esporte”, acompanhou a rotina de trabalho de cinco renomados fotógrafos:  Ivo Gonzales irá mostrar capas de cadernos de esportes; Ari Gomes seu trabalho no Mundial de Judô; Marcelo Maragni registros de esportes radicais; Luis Carlos Barreto, fotógrafo e diretor de cinema que relembra sua cobertura nas Copas do Mundo de 1958 e 1962; e Paulo Pinto, que teve uma dessas fotos transformada em música.

Exposição de fotografias de newborn

Juliana Lins (Foto: Pedro Santos)
Por Blog João Alberto

A empresária Juliana Lins vai movimentar a sua Vila 7 de Boa Viagem, Recife, no próximo dia 17, às 18h. Ela vai levar para o espaço uma exposição de fotos de newborn, que vêm atraindo muitas mamães e papais no Recife que querem registrar os primeiros dias de vida dos seus pequenos. As imagens são da fotógrafa Gabriela Barros, da Pitanga Fotografia. Na ocasião, ela também irá lançar o seu primeiro vídeo institucional, gravado pela Algodão Filmes, mostrando o making off deste tipo de trabalho.
Pitanga Fotografia/Divulgação
No mesmo dia da exposição, Juliana lançará o Quintal Cultural Vila 7, um espaço para exposições e atividades culturais dentro da sua loja de Boa Viagem. Afora este dia movimentado, a empresária está às voltas com a nova cenografia da loja e a festa de Dia das Crianças que prepara na sua unidade da Zona Norte. Em breve, divulgará todos os detalhes.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fotografia e Arte, entre goles de cachaça

Por Anne Caroline Medeiros/Jornal de Hoje

“Minha vida é ligada à fotografia há mais de 20 anos, desde o Movimento Estudantil, quando dei meus primeiros passos. Depois, veio o movimento de bairro, sindical, político, partidário de esquerda, indígena e, hoje, a cultura popular. Fotografei Lula todas as vezes que ele veio a Natal, antes dele ser presidente. Já levei tiro durante uma ocupação do MST, expus mais de 80 vezes, inclusive na Europa, e contribuí, graças ao meu trabalho, para o reconhecimento oficial de quatro das comunidades de origem indígena do nosso Estado”.

Este é apenas um fragmento da história do fotógrafo e pesquisador Lenilton Lima, palestrante da II edição do projeto Cachaça Filosófica, que será realizada nesta quarta-feira (25), a partir das 18h, no Mercado de Petrópolis. Além de contar sua história, Lenilton vai mostrar alguns trabalhos inéditos.

O Cachaça Filosófica é um projeto independente, que discute temáticas que envolvem ciência, filosofia e arte de forma leve, atraindo desde pessoas que nunca tiveram contato com a filosofia até as que a discutem com profundidade. Além da palestra, o projeto tem em seu programa atrações culturais e degustação gratuita de cachaças. Após a palestra, haverá a apresentação musical do grupo União Raiz Brasil. Entrevistado pelo Jornal de Hoje, Lenilton Lima antecipa um pouco a temática de sua palestra e fala sobre sua história e a relação com a fotografia:

O Jornal de Hoje – Como surgiu seu interesse pela fotografia?
A minha paixão pela fotografia foi despertada quando meu irmão Leilton começou a pagar a disciplina de fotojornalismo na UFRN. Na época, estávamos sem nos falar, mas me recordo que tive que fazer as pazes para pode pegar a câmera fotográfica. Então, o que ele aprendia passava para mim. Tomei gosto e não parei mais.

JH – O tema das políticas sociais e culturais é forte no seu trabalho. Por que este foco?
Nasci em 1968, um ano tenso em todo mundo. Como sou de origem humilde, ficava impaciente com as injustiças. Logo cedo, comecei a participar de grupos de jovens e grêmios escolares, mas sempre fui consciente de que meu discurso era ruim. A saída foi aprender a fotografar para expressar meu posicionamento político e meus sentimentos.

JH – Sobre a experiência com os indígenas, como é a vivência nestas comunidades?
Duas coisas que eu aprendi a gostar, sob a influência da minha mãe e avó: cultura popular e indígena. Minha avó, Maria Luciano de Pontes, era filha de uma índia com um loiro dos olhos azuis. Só que ela tentava esconder o tempo todo a sua origem indígena. Acredito que foi isso que me despertou para o tema. Através da minha mãe, fiquei sabendo das “brincadeiras” que meu avô fazia em frente ao seu barracão (bodega): o evento era regado à beleza das pastoras, boi de reis, jogos e muita cachaça. Minha mãe e meus tios eram proibidos de irem às festas, mas, iluminados por candeeiros a querosene, assistiam a tudo escondidos atrás de um cerca. Depois, fiquei sabendo por uma prima que minha origem paterna é de índio e cigano. Então, além de defender a origem do meu povo e da cultura brasileira, também honro os meus parentes não tão distantes.

JH – E como pesquisador, qual a sua atuação?
No ano de 2010 fui convidado pelo professor Severino Vicente a fazer parte dos quadros da Comissão de Folclore do RN. Severino fez uma renovação, convidando jovens pesquisadores para compor a comissão. Esse foi um momento de orgulho, por causa do reconhecimento do meu trabalho. Também sou articulador da República das Artes e do Ponto de Cultura Boi Vivo.

JH – Quais os momentos que você considera mais marcantes nestes mais de 20 anos de carreira?
Desde que aprendi a fotografar, a fotografia foi minha companheira de vida. Com essa companheira pude viver bons e maus momentos. Em 1995, durante minha pesquisa sobre as ocupações de terras no Rio Grande do Norte, enquanto eu fazia o registro de uma reintegração de posse da fazenda Vale da Esperança, em Rio do Fogo, levei um tiro que quebrou a tíbia em cinco lugares. Essa ação truculenta da polícia me deixou de cama durante um ano. Mas, cinco anos depois, com este mesmo projeto, participei dos 500 anos do Brasil na Europa, em Viena (Áustria), com a exposição “Os que se recusam a morrer de fome”, através do projeto Esquina do Brasil, de Civone Medeiros.

JH – O que você está preparando para o “Cachaça Filosófica”?
Basicamente, vou contar minhas histórias na fotografia e mostrar alguns trabalhos inéditos. Nesses mais de 20 anos de atuação, criei um grande acervo fotográfico que acredito ter mais de 15 mil fotogramas. Muitas dessas imagens ainda são inéditas para o público. Os temas das minhas fotografias são diversos, mas escolhi as imagens ligadas à arte e cultura, que faz mais o perfil do evento.

De dentro para fora

Foto: Leandro Cunha

sábado, 21 de setembro de 2013

Nikon AW 1: A primeira câmera mirrolers à prova d'água



Por Fotografia-DG

A Nikon acaba de inaugurar um novo nicho (mais um?) na fotografia digital, foi anunciada uma câmera de sistema compacto à prova d’água, a Nikon AW1. Pelas especificações, trata-se de uma releitura da Nikon J3 mais robusta, selada contra água, choque, poeira e baixas temperaturas, e faz lembrar a antiga Nikonos RS, uma câmera de filme à prova d’água de muito sucesso, também de lentes intercambiáveis.

A Nikon AW1 possui sensor CX (mede 1 polegada e possui fator de corte de 2.7x) de 14.2 megapixels; o tempo de exposição varia entre 1/16000 e 30 segundos, incluindo modo bulb de 2 minutos e sincronia de flash a 1/60; sensibilidade ISO 160-6400; possui 41 pontos de autofoco; flash pop-up de número-guia 6.3 em ISO 160; faz vídeos Full HD em formato MOV e som estéreo; seu monitor LCD mede 3 polegadas.

A Nikon AW1 é resistente a mergulhos de até 15 metros que durem no máximo 1 hora, quedas de até 2 metros, temperaturas de até -10° C/14° F, e poeira. Também foram anunciadas duas objetivas com este mesmo selamento: uma 10mm f/2.8 (equivalente a 27mm) e uma 11-27.5mm f/3.5-5.6 (equivalente a aproximadamente 30-74mm) que irá compor o kit da Nikon AW1. Este kit terá suas vendas iniciadas em 10 de outubro de 749 libras/899 euros nas cores branca, prata e preta, e a objetiva 10mm f/2.8 tem preço sugerido de 299 libras/359 euros.

Henri Cartier Bresson fotografando


Henri Cartier Bresson fotografando from Formel on Vimeo.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

"Olho no lanceee...."

Foto: Leandro Cunha

Fotógrafos renomados usam Nokia Lumia 1020 para promover campanha da marca

Portal Imprensa
A Nokia convidou os fotógrafos David Bailey e Bruce Weber, conhecidos por retratos de celebridades e de campanhas de marcas de moda, para capturar cenas do Harlem, em Nova York, com a câmera de 41 megapixels do Nokia Lumia 1020.

De acordo com a Exame, as imagens foram divulgadas na manhã do último domingo (15/9) em um site especial, além de tornarem parte de uma exposição em cartaz na galeria Nicholls & Clarke Building, em Londres. “Não faço digital e esta é a primeira vez que realmente saí mundo afora e fiz como uma sessão digital”, declarou Weber, que é conhecido pelas fotos para as grifes Calvin Klein e Abercrombie & Fitch.
O Lumia 1020 será lançado em outubro no Brasil. Além da câmera de 41 megapixels, o aparelho tem um processador Snapdragon S4 de dois núcleos e 1,5 GHz, 2 GB de memória RAM, tela AMOLED de 4,5 polegadas com 1280 x 768 pixels de resolução.

Roda Viva entrevista Sebastião Salgado nesta segunda-feira

Fotógrafo fala sobre sua viagem por lugares inóspitos no programa desta segunda-feira, 16, às 22h, na TV Cultura e pelo cmais+

Por Cmais+

O Roda Viva recebe nesta segunda-feira (16/9) o fotógrafo Sebastião Salgado. Carreira, ambientalismo e o processo de produção da série Genesis, uma coleção de imagens capturadas em oito anos de viagens aos lugares mais extremos e impressionantes do planeta, são alguns dos assuntos do programa. A edição vai ao ar às 22h, na TV Cultura e no portal cmais+.

Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em 1944 na cidade de Aimorés, Minas Gerais. Nos anos 1960, mudou-se para São Paulo para estudar economia. Prosseguiu a graduação acadêmica fazendo mestrado e doutorado dentro e fora do Brasil.

Durante uma viagem a África, quando fez uma sessão de fotos com uma máquina Leica emprestada por sua esposa, descobriu sua vocação: a fotografia. Como fotojornalista, trabalhou para agências como Sygma, Gamma e Magnum. Ganhou notoriedade internacional ao registrar, em 1981, um atentado contra o então presidente americano Ronald Reagan.

Sempre ligado às questões sociais, contribuiu para organizações como Médicos Sem Fronteiras, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e Fundo das Nações Unidas. Entre suas obras de destaque estão Trabalhadores, Serra Pelada, Retratos de Crianças do Êxodo, Êxodo e África.  

Participam da bancada deste programa Washington Olivetto (publicitário e chairman da WMcCann), Matthew Shirts (coordenador editorial do Planeta Sustentável), João Wainer (fotojornalista e editor do programa TV Folha), Simonetta Persichetti (jornalista, crítica de fotografia e professora da faculdade Casper Líbero) e Beto Ricardo (antropólogo e coordenador do programa Rio Negro, do Instituto Sócio-Ambiental). Há ainda a participação do cartunista Paulo Caruso.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Inscrições para Concurso Fotográfico da CAENE terminam dia 30 deste mês

Agecom/UFRN

A Comissão de Apoio ao Estudante com Necessidades Especiais (CAENE), com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), está promovendo o Concurso Fotográfico ''Acessibilidade e respeito: Eu posso! Você deixa?''. As inscrições vão até o dia 30 deste mês.

Os candidatos devem enviar, pessoalmente ou via correio, até três fotografias, medindo 20x30cm em papel fotográfico e profissional, obrigatoriamente com etiquetas preenchidas e coladas nos versos das mesmas.

Podem participar fotógrafos tanto amadores quanto profissionais. O conteúdo das fotos deve estar relacionado aos diferentes tipos de deficiências, coloridas ou em preto e branco, retratando a visão pessoal sobre o assunto.

O resultado será dia 25 de outubro, na CIENTEC. A seleção e premiação das fotos serão feitas por uma comissão composta de três membros da UFRN. Os três primeiros lugares receberão prêmios, sendo uma câmera fotográfica para o primeiro lugar, além de menção honrosa para as próximas 12 fotografias.

Mais informações pelo e-mail: inclusão@reitoria.ufrn.br ou pelo telefone: (84) 3215-3141.

Prêmio Caern de Fotografia prorroga inscrições em cinco modalidades

Assessoria Caern

A primeira edição do Prêmio Caern de Fotografia prorrogou as inscrições para odia 30 de setembro, com o tema geral "Retratos da Água". Podem participar profissionais e amadores, desde que residam no Estado, cada um com até três fotografias coloridas ou em preto e branco. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) vai premiar as duas melhores fotos com texto de cada categoria e, dentre os critérios, além da beleza e originalidade das imagens, será avaliado o texto que melhor aborda as questões da preservação dos recursos hídricos no Estado e o uso racional da água.

Cada foto inscrita deve ser acompanhada de um texto que a complemente, sob a forma de redação, que fale da importância da água dentro de uma das cinco opções de categorias: Sustentabilidade (fotografias que ressaltam o uso sustentável da água); Mar (litoral potiguar é rico em belas paisagens, o mar e suas belezas têm categoria própria); Seca (A falta d'água gera imagens que retratam cenários que mudam a vida da população); Água Doce (Rios, lagos e outros mananciais podem ser registrados e inundar os olhos com belas paisagens); eTurbilhão (imagens diversas que abordem o tema central do concurso e não estejam nas categorias anteriores).

O primeiro colocado de cada uma das cinco categorias do Prêmio Caern de Fotografia vai receber uma câmera fotográfica semiprofissional digital e R$ 1.000, enquanto os segundos lugares receberão uma câmera fotográfica semiprofissional digital, certificação, além de troféu. No total, serão entregues em prêmio dez câmeras fotográficas e R$ 5.000. Os nomes dos vencedores serão divulgados até 3 de dezembro próximo, e a premiação está prevista para 14 de dezembro subsequente, em evento realizado no auditório da Administração Central da Caern, ou em outro local determinado pela Companhia.

Como participar

O Prêmio Caern de Fotografia integra a política de responsabilidade social, ambiental e educacional da Caern, tendo um caráter exclusivamente cultural, e as fotos participantes não serão utilizadas para outros fins que não os do concurso. Os interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição e o Termo de Cessão disponíveis no blog oficial do concurso:  www.premiocaern.blogspot.com.br.

Estes documentos devem ser enviados com as fotos concorrentes (impressa em papel brilhante ou fosco, no tamanho 20 x 30 cm, formato retrato ou paisagem, bem como salvas em DVD ou CD) em envelope lacrado, endereçado à Assessoria de Comunicação Social da CAERN: Avenida Senador Salgado Filho, 1555, Tirol, CEP: 59015-000. O envelope pode ser entregue pessoalmente na sede da CAERN ou pelos Correios. Neste caso, serão considerados os trabalhos remetidos até o dia 30 de setembro de 2013, considerando o carimbo de postagem. Não podem participar do concurso os empregados da Caern e parentes em primeiro grau.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Independência ou morte? Mais um acontecimento no Brasil que o povo não teve participação

Foto: Leandro Cunha
O "jeitinho" português deu uma "independência" ao Brasil, com fins de perpetuação no poder. Ou seja, interesses particulares foram encobertos por discurso de luta, esta que não existiu para a ocasião. Assim como é hoje, D. Pedro deve ter pensado: "pobres tupiniquins, como é fácil ser um pseudo herói por aqui".

Trânsito

Foto: Leandro Cunha

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Kodak sai da concordata e prevê receita de US$ 2,5 bi com atuação comercial

A Eastman Kodak saiu do processo de proteção à falência depois de mais de um ano do pedido inicial e agora planeja continuar como uma empresa de impressão digital menor.

A nova Kodak vai focar em produtos comerciais como tecnologia de impressão digital de alta velocidade e impressão de embalagens flexíveis para produtos de consumo.

"Vocês não podem imaginar o quanto eu esperei por este momento... Esta é uma companhia totalmente nova", disse o presidente-executivo Antonio Perez.

A empresa apresentou falência de US$ 6,75 bilhões em janeiro de 2012, pressionada pelos altos custos de fundos de pensão e longos anos de atraso em adotar a tecnologia de câmeras digitais.

A nova companhia espera ter receita de US$ 2,5 bilhões de dólares neste ano, disse Perez.

A companhia resolveu em abril uma disputa crucial com seu fundo de pensão britânico, que desistiu de uma demanda de US$ 2,8 bilhões contra a Kodak. O fundo também comprou os negócios de imagens personalizadas e impressão de documentos da companhia por US$ 650 milhões.

Perez, no cargo desde 2005, vinha tentando direcionar a empresa para impressoras de consumo e comerciais, mas não conseguiu conter a fuga de recursos. A empresa não tem um lucro anual desde 2007.

Inovação

Mesmo que tenha sido pioneira na área de foto e cinema, a Kodak não conseguiu se adaptar a tecnologias mais modernas rápido o suficiente. Um exemplo é a câmera digital, produto inventado pela própria companhia. Seu valor de mercado caiu para US$ 150 milhões no inicío do ano passado ante os US$ 31 bilhões de 15 anos atrás.

Nos últimos anos, a Kodak concentrou suas atenções mais na área de impressoras. Mas a estratégia fracassou de restaurar o lucro, algo que a Kodak não registra desde 2007. Estancar a perda de recursos se tornou mais difícil para empresa que tem de arcar com gastos trabalhistas e outros benefícios de funcionários e aposentados.

Caminhando na Lua

George Eastman fundou a Kodak em 1880 e começou a fazer chapas fotográficas. A empresa registrou a marca Kodak oito anos depois. Também lançou a câmera portátil e os filmes de rolo.

Quase um século após a fundação, o astronauta Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, em 1969. A nave americana Apolo 11 tinha a bordo uma câmera Kodak para fotografar a superfície do satélite.

Seis anos depois da viagem à Lua, a Kodak inventou a câmera digital. Em vez de apostar nelas, a empresa a deixou de lado e passou anos vendo as rivais conquistando o mercado que criara.

Em 1994, a empresa separou o setor de tecnologia da divisão de produtos químicos Eastman Chemical, que se mostrou mais bem-sucedida.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Fotógrafo retrata realidade secreta de grupo nômade com leis baseadas no amor

Dentro do Rainbow Gathering, fotografias não são permitidas. O fotógrafo Benoit Paillé conseguiu uma brecha por participar há sete anos do grupo nômade que tem suas leis baseadas em conceitos hippies de amor, harmonia, paz, liberdade e cuidado com o planeta, como uma alternativa à cultura popular do capitalismo e do consumo.

As pessoas pertencentes ao grupo vivem em comunidades temporárias e realizam encontros que já ocorreram na Espanha, no México e no Canadá. Paillé conseguiu captar a beleza daqueles a quem se refere como seus irmãs e irmãos e nos presenteia com belíssimas fotografias repletas de cores, de luz e de sentimentos bons.

Algumas coisas que são interessantes de se reparar nas fotos, comparando o estilo de vida deles do nosso estilo urbano:

- Não há obesos, o corpo deles é moldado sem precisar de dietas ou academia;

- Eles vivem a vida em lugares paradisíacos;

- Eles são estilosos, mesmo sem consultar revistas de moda;

- As crianças parecem mais saudáveis do que muitas que vivem nas cidades (mesmo sem pediatras!);

- Eles não trabalham para acumular dinheiro, trabalham para suprir suas necessidades diárias.

Uma prova de que a vida pode ser vivida do jeito que a gente escolher.

Fonte: Hypeness