segunda-feira, 27 de junho de 2011

Engravato no mercado popular


Foto:Leandro Cunha

Era final de manhã em um sábado. O engravatado chega ao mercado popular sem saber o que faz ali. Aliás, parece nem saber porque existe. Não se sabe o que afligia aquele homem pensativo. Logo depois caiu na cerveja no lugar que embora pouco lhe fosse familiar, parecia estar bem.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Paulo Henrique Ganso quando jogava futsal na Tuna Luso


(Foto:Autor desconhecido/Todos os direitos reservados)

Em homenagem ao Santos, time campeão da Taça Libertadores da América de 2011, trago a imagem de um dos destaques do time da baixada. A fotografia foi tirada por um cinegrafista da Rede Globo Nordeste de Recife no ano (não sei bem qual) em que a houve na capital pernambucana o campeonato brasileiro de futsal Sub-15.
A repórter da mesma emissora, Sabrina Rocha, entrevistava o seu conterrâneo Paulo Henrique Ganso, do time da Tuna Luso, do Pará.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Matou a cultura por vontade de melhorar de vida


(Foto:Autor desconhecido/todos os direitos reservados)
                            
                            Daqui uns dias será São João e com ele toda a representação da cultura nordestina. Antes da data, porém, já fervilha em toda a região festas em comemoração ao evento deste ano.
                             Mas vamos fazer o processo inverso a tudo isso. Não iremos tratar do presente, e muito menos da cultura nordestina. Mas verificar o passado e a cultura de poucos nordestinos mergulhados em outros lugares que não é o seu.
                             A fotografia acima remete a chegada de retirantes nordestinos na cidade grande, a recém-criada naquele momento capital do país, Brasília, que por sinal também foi construída dignamente por trabalhadores braçais nordestinos para que os desonestos tomassem conta.
                             É uma família tradicional composta por pai, mãe e filhos, quatro por sinal, três ao chão e um no braço; o pai certamente foi um pedreiro na cidade e a mãe deve ter lavado roupa ou trabalhado na casa dos outros cuidando dos filhos da elite. E os filhos impressionados devem ter se perdido na descoberta da metrópole.
                             Mas a pior coisa não é a desigualdade brasileira evidenciada pelas enormes diferenças entre as classes sociais. Coisa ruim mesmo é perder a sua cultura de origem, seus hábitos, em favor de uma vida financeira melhor.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Em tempos de mídias móveis,imagina usar um PC 200


Foto:Leandro Cunha

Tecnologia é uma transformação fascinante a tal ponto da gente achar as coisas do passado engraçadas. A gente comodamente zomba das coisas antigas, mas não podemos esquecer que as pesquisas científicas estão a todo vapor, mudando até a forma como nos relacionamos uns com os outros e como nos encontramos no espaço.
Nos tempos de ipad, iphones e outros “i”, talvez um computador pessoal como o da fotografia acima faça a gente rir. Se trata de um CP 200, da década de 1980, em que o monitor era uma TV de 14” e este se ligava em um teclado por meio de inacabáveis fios.

domingo, 19 de junho de 2011

Sem poses


Foto:Daniel Aratangy

Daniel Aratangy tornou-se referência no mercado graças aos seus editoriais para revistas como Tpm, Trip, Vogue, Joyce Pascowitch, e Sexy. Seu viés mais conhecido lida com uma intensa produção. “Brinco com os assistentes que o trabalho é esperar. A gente espera muito mais do que fotografa”, diz Aratangy, que só depois de tudo montado entra em cena para calibrar a luz, ver os melhores ângulos dirigir a cena. “Quando não dependo de ninguém para fotografar, me sinto tão livre”, poderá. Por isso, Aratangy persegue, em seu trabalho pessoal, a maior espontaneidade possível.
Foto:Daniel Aratangy

Aratangy conta que ainda aos 9 anos, quando fez seu primeiro curso sobre fotografia, gostava de andar pelas ruas fazendo fotos e desejando fotografar com os olhos, o que seria o máximo da não interferência. Afinal, ao sacar uma câmera da mochila, o ambiente se modifica quase que instantaneamente. Hoje o fotógrafo diz chegar mais perto dessa câmera invisível. Com seu Iphone, ele fotografa, trata as fotos e a publica, aproveitando que celulares já fazem parte do cotidiano e passam despercebidos.
Foto:Daniel Aratangy

O irônico é que, após fotografar, seja com a câmera do celular ou com a câmera profissional, se ausentando o máximo possível da cena, Aratangy pegou gosto por interferir digitalmente, como uma forma de continuar criando depois da foto feita. Montagens, filtros, luz; tudo vale. Aliás, quase tudo: modificar o corpo é algo que o incomoda profundamente.
Foto:Daniel Aratangy

Essa ressalva também existe no trabalho profissional: “o tom das cores, do contraste e algumas outras interferências eu gosto de eu mesmo fazer, mas tratar o corpo e a pele não sou em quem faz”, conta Aratangy, que acredita que há exageros nessa etapa. Ele critica os padrões de beleza impostos, que transforma o normal em inaceitável. “Todo mundo tem barriguinha, as modelos têm barriguinha e mesmo assim eles tiram”, indigna-se o fotógrafo que acredita que as pequenas “imperfeições” dão charme às “mulheres de verdade”. Nesse ponto, as mulheres de verdade agradecem a interferência.