segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Cindy Crawford pela lente de Herb Ritts

Cindy Crawford(Foto:Herb Ritts)

Em julho de 1988, a atriz e modelo Cindy Crawford foi magistralmente retratada por Herb Ritts, que antes de sua morte prematura em 2002 foi um dos mais conceituados e respeitados fotógrafos de Hollywood. Além de produzir editoriais de moda para as revistas Vogue, Vanity Fair, Interview e Rolling Stone, Ritts também criou campanhas publicitárias de sucesso para Calvin Klein, Chanel, Donna Karan, Gap, Gianfranco Ferré, Versace Gianni, Giorgio Armani, Levi´s, Pirelli, Polo Ralph Lauren, Valentino, entre outros.

Fotógrafo americano é obrigado pela Justiça a se desculpar com mulher pelo Facebook


Para não ser preso, o fotógrafo americano Mark Byron terá que publicar diariamente, durante um mês, em seu em perfil do Facebook um pedido de desculpas à sua futura ex-esposa por comentários que teria feito sobre a mulher na própria rede social. A sentença pode chegar a 60 dias de prisão, mais multa de US$500, caso não publique a mensagem até às nove horas da manhã de cada dia. 

O pedido de desculpas foi redigido pelo próprio juiz de “Relações Domésticas”, Paul Meyers, que o sentenciou. Tal tipo de censura, viola o princípio da liberdade de expressão, dizem o jornais USA Today, Washington Post e outras publicações.

O fotógrafo freelancer do tabloide The Enquirer alega que só reclamou com amigos sobre os problemas que enfrenta no processo de divórcio. Ele diz que o texto sequer foi dirigido à esposa. no entanto, a versão postada chegou ao tribunal: “Se você é uma pessoa má, uma mulher vingativa que quer arruinar a vida de seu marido e levar seu filho para o mais longe possível dele, tudo o que você tem de fazer é declarar que está com medo do seu marido ou de seu parceiro e eles vão levá-lo para longe”.

A acusação apresentada ao tribunal pela futura ex-mulher de Byron foi feita mais ou menos nos termos da mensagem publicada na rede social. Ela declarou que o fotógrafo cometeu abusos verbais contra ela, fez ameaça de espancá-la com os punhos e de acabar com sua vida. O fotógrafo foi inocentado das acusações criminais contra ele, mas um tribunal civil emitiu uma ordem que o obriga a manter distância da mulher.
Elizabeth soube da postagem, apesar de Mark haver bloqueado o acesso dela à sua página no Facebook. E concluiu que o comentário violava uma ordem judicial, emitida anteriormente, que o proibia de fazer qualquer coisa que fizesse a mulher sofrer abuso físico e/ou mental, molestamento, aborrecimento ou dano físico. O juiz decidiu que Mark tentava denegrir a imagem de sua mulher.

O texto de pedido de desculpas, escrito pelo juiz Paul Meyers, diz: "Eu gostaria de pedir desculpas a minha mulher, Elizabeth Byron, pelos comentários relativos a ela e a nosso filho... que foram postados na minha página no Facebook em ou em torno de 23 de novembro de 2011. Eu, pelo presente, admito que duas autoridades judiciárias do Tribunal de Relações Domésticas do Condado de Hamilton ouviram testemunhos e determinaram que eu cometi um ato de violência doméstica contra Elizabeth em 17 de janeiro de 2011...”

Nokia lança celular com câmera de 41 megapixels



Em sua coletiva no Mobile World Congress, evento de tecnologia móvel que acontece em Barcelona (Espanha) até a próxima sexta-feira (2), a Nokia anunciou novos modelos de celulares. O destaque é o modelo Nokia 808 Pureview, que tira fotos com resolução de até 41 megapixels, resolução cerca de três vezes superior do que a média dos smartphones mais sofisticados atualmente no mercado.

O iPhone 4S, por exemplo, tira fotos de até 8 megapixel. O smartphone com câmera mais avançada até agora é o Xperia S, da Sony, que fotografa com resolução de 12 megapixels. Além da alta qualidade de resolução, a câmera do Nokia 808 Pureview usa lentes Carl Zeiss.

O 808 Pureview roda Symbian, o que mostra que a Nokia não desistiu do sistema operacional, apesar da adoção do Windows Phone, da Microsoft, como plataforma principal para smartphones. O aparelho também é capaz de enviar áudio 5.1 no padrão Dolby Digital Plus para TVs e home theaters. Na Europa, o aparelho deve chegar em maio por 450 euros. A Nokia não divulgou previsão de lançamento para outros países, como o Brasil.

Lumia 610 é o Windows Phone basicão

Expandindo sua linha de smartphones com Windows Phone, a Nokia anunciou um novo modelo na coletiva. O Lumia 610 é o modelo mais básico da linha Lumia (que tem ainda os aparelhos 710, 800 e 900). Na Europa, o modelo custará 189 euros e chegará no segundo trimestre deste ano.


Outra novidade da plataforma Windows Phone é o aplicativo do Skype. Durante a coletiva da Nokia, um executivo da Microsoft anunciou que uma versão beta do Skype para Windows Phone estará disponível em breve. Atualmente, a loja de aplicativos do Windows Phone tem 65 mil programas para download.

O aplicativo do Skype será útil principalmente para donos do aparelho Lumia 900, o único modelo com câmera frontal para videoconferências. Atualmente, o Lumia 900 está disponível apenas nos Estados Unidos, mas a Nokia anunciou hoje que ele deve chegar a outros mercados nos próximos meses.

Asha ganha mais três modelos

A Nokia também anunciou três novos celulares da linha Asha, smartphones equipados com sistema Symbian e mais populares em mercados emergentes, como Brasil, China e Índia. Os modelos 202 e 203 têm tela sensível ao toque e vêm com 40 jogos da Electronic Arts, incluindo "Need for Speed", "Tetris" e "The Sims". Os jogos não vêm embutidos nos aparelhos, mas podem ser baixados gratuitamente até 60 dias após a compra. Ambos os aparelhos devem ser lançados no segundo semestre por 60 euros na Europa.


O terceiro novo modelo da linha Asha é o 302. Ele é o primeiro aparelho da linha Asha a ter suporte para a plataforma de e-mail Exchange, da Microsoft, muito usado em empresas. Isso permite que o Asha 302 seja integrado a contas de Outlook. O aparelho deve chegar à Europa nos próximos meses por 95 euros.

Incêndio de grandes proporções destrói barracos em bairro do Recife

Foto:Ricardo Labastier

Mais de 60 barracos foram atingidos por um incêndio na tarde do último domingo (26), na Vila São Miguel, em Afogados, Zona Oeste do Recife. De acordo com o Corpo de Bombeiros (CB), o incêndio teve início por volta das 12h e já foi controlado pelas equipes. Seis viaturas estiveram no local para controlar as chamas. Apesar da grande proporção, não houve feridos.
Foto:Ricardo Labastier


As causas do incêndio ainda são desconhecidas. As famílias que moravam no local estão desabrigadas, e dependem de uma ação das autoridades competentes para definir o próprio destino. Muitas pessoas tiveram seus pertences incendiados e não têm para onde ir.
Foto:Ricardo Labastier


A Codecir deverá fazer o cadastramento das pessoas que tiveram prejuízo com o incêndio.
Foto:Ricardo Labastier

Foto:Ricardo Labastier

Fotógrafo ferido recusa-se a ser retirado da Síria pelo CICV


A mulher do fotógrafo britânico Paul Conroy afirmou neste domingo à rádio BBC que seu marido, ferido em Homs junto com a jornalista francesa Edith Bouvier, rejeitou uma proposta de ser retirado pelo Crescente Vermelho sírio, por falta de confiança na organização humanitária.

"Assim, por causa disso, ele preferiu não partir com eles, a não ser que fosse acompanhado por alguém da embaixada da Grã-Bretanha ou da França", declarou Kate Conroy.

"Posso compreender os motivos dele, mas pelas inúmeras conversas que mantive com deputados, com o Foreign Office e outras autoridades, sei que não vão enviar um oficial para acompanhá-lo", disse a mulher do fotógrafo independente que trabalha, principalmente, para o Sunday Times.

"Acho que deveria então compreender que eles (do Crescente Vermelho) têm uma dimensão internacional e que isto garante uma proteção suficiente para que seja retirado, de forma segura", considerou Kate Conroy.
"Gostaria, de qualquer forma, que alguém da embaixada dissesse 'esqueçamos o protocolo, vamos ajudá-lo a sair daí', mas sei que isto não vai acontecer", acrescentou.

No último domingo, o porta-voz do Crescente Vermelho em Damasco informou que a retirada dos feridos, entre eles Paul Conroy e Edith Bouvier, bloqueados em Homs, cidade destruída pelo Exército sírio, ocorreria na segunda-feira.

Uma jornalista estrangeira envolvida nas negociações chegou a afirmar no sábado à AFP que, por duas vezes, as ambulâncias da organização humanitária se dirigiram ao bairro de Baba Amr, mas foram bloqueadas por membros do Exército sírio Livre (ASL, na sigla em inglês), formado por militares dissidentes.

O ASL acusou o regime de ter parado nove feridos que acabaram sendo evacuados na sexta-feira, mas o Comitê internacional da Cruz Vermelha (CICV) chegou à conclusão de que "isto era totalmente falso", acrescentou ela.

As duas organizações humanitárias conseguiram na sexta-feira, pela primeira vez, retirar sete feridos e 20 mulheres e crianças de Baba Amr.

Curso de Fotografia inicia turma em março



Estão abertas as inscrições para o Curso de Fotografia para iniciantes, onde o aluno vai aprender, passo a passo, tudo que precisa saber para bater fotos como um fotógrafo profissional. O curso começará no dia 10 de março, com aulas somente aos sábados, das 10h às 12 horas.

Durante o curso, além de o aluno aprender a maneira correta de bater fotografias, ele vai aprender também a utilizar os recursos da máquina digital, seja uma câmera compacta ou profissional. Nas aulas práticas, a turma vai percorrer os pontos turísticos e históricos de Natal, num reencontro visual com a cidade.

Serviço:

Curso de Fotografia
Início | 10 de março de 2012
Horário | 10h às 12h (aulas somente aos sábados)
Local | Practical Cursos (Rua Laranjeiras 14, Cidade Alta – por trás da Igreja do Galo)
Investimento | R$ 280,00 (a vista) ou em 2 x R$ 150,00
Turma com 10 pessoas
Informações: (84)3211-5436

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Por que morrem tantos fotógrafos de guerra?


A morte do cinegrafista francês Gilles Jacquier, 43, na cidade de Homs, na Síria, no dia 11 de janeiro, vem se somar a uma longa lista de repórteres de imagens mortos em áreas de conflito na história recente do jornalismo.

Antes dele, a Primavera Árabe já tinha tirado de um só golpe a vida de dois importantes fotógrafos de guerra da atualidade, o inglês Tim Hetherington e o americano Chris Hondros. Os dois morreram na Líbia, em abril de 2011, atingidos por um morteiro disparado pelo Exército do ditador Muammar Gaddafi em Misrata, cidade controlada pelos rebeldes (que viriam a vencer a guerra civil no país). O petardo ainda feriu outros dois fotógrafos.

Hetherington vinha de anos de produção consagradora cobrindo a ocupação americana do Afeganistão. Ali, ele fez a foto que ganhou o Prêmio World Press (o "Oscar do fotojornalismo") de 2007 e realizou, com câmera de última geração, o longa "Restrepo", indicado ao Oscar de documentário e escolhido como melhor filme do festival Sundance em 2010.

Em entrevista à então correspondente da Folha em Washington, Andrea Murta, no lançamento do filme, Hetherington disse que "é muito fácil ficar viciado" em guerras. A frase lembra a de Duck, personagem do filme "A Caçada" (2007), ficção baseada em fatos reais na Bósnia: "Estar tão perto da morte e sentir-se assim tão vivo é viciante. Quem disser o contrário estará mentindo".

A morte de Hetherington teve várias coincidências com a do maior fotógrafo de guerra de todos os tempos, Robert Capa (1913-54), no Vietnã. Ambos morreram aos 40, em conflitos assimétricos, em países do terceiro mundo, já consagrados e experimentando uma ampliação da carreira para o cinema.

Guerras matam muitos jornalistas. Mas, entre eles, fotógrafos e cinegrafistas são as principais vítimas. E a proporção cresceu nos últimos tempos. Relatório da ONG internacional Comitê para a Proteção de Jornalistas aponta que 40% dos jornalistas mortos em ação em 2011 eram fotógrafos ou cinegrafistas, o dobro da média histórica apurada desde 1992.

Ao produzir suas imagens, muitas vezes os repórteres fotográficos se expõem a riscos. Até mesmo jornalistas de texto ou de voz estão convictos de que os de imagem são os mais valentes, como escreve David Halberstam em "Requiem", homenagem aos 135 fotógrafos que perderam a vida na mesma guerra do Vietnã que matou Capa: "Nós, jornalistas de texto, sempre soubemos que os fotógrafos eram realmente os corajosos. Só existe uma forma de eles produzirem intimidade com a cena: serem testemunhas oculares".

Há várias razões para essa exposição ao risco. O vício mencionado por Hetherington pode ser uma delas, mas certamente tem grande importância a ideia expressa na frase de Capa: "Se suas fotos não estão boas o suficiente, é porque você ainda não está perto o suficiente", como consta no livro "Ligeiramente Fora de Foco" [trad. José Rubens Siqueira, Cosac Naify, 296 págs., R$ 69], que narra sua participação na Segunda Guerra Mundial.

Desde Capa, a proximidade do repórter fotográfico em relação ao objeto passou a ser uma lei da fotografia, um regimento profissional, que prescreve opções subjetivas, estéticas, as quais se confundem com imposições técnicas e objetivas. O mandamento de Capa constituiu uma gramática da fotografia de guerra (o sujeito deve estar junto de seu objeto), mas impõe um efeito colateral: a morte frequente.

Teleobjetivas

Ao aplicar sua concepção teórica, Capa recusava as teleobjetivas, preferindo as lentes de 50 mm, que os fotógrafos chamam de "lente normal" por ser a que melhor reproduz o ângulo de visão do homem.
A 50 mm capta a imagem de objetos que estão em um campo de 45º à frente, muito semelhante ao campo de visão do olho humano. Mais longas, as teles só deixam entrar a imagem de objetos que estão num pequeno campo de visão. Por isso eles parecem tão ampliados: porque uma pequena fração da imagem ocupará toda a foto.

Uma tele de 600 mm tem um campo visual de apenas 4°. Esse "afinamento" provoca outro efeito: a perspectiva se desfaz, some a percepção das diferentes distâncias dos objetos, tudo o que aparece na foto parece estar à mesma distância. A tele "chapa" o fundo, como acontece com a visão de um homem que vê com um só olho.

Ao dizer que uma foto é boa quando feita de perto, portanto, Capa elabora um conceito estético mas também técnico, a partir da geometria, em busca do que considera a perspectiva "verdadeira".

Ética

Sua ideia tem também uma decorrência ética: se a foto feita de longe distorce a posição dos elementos, ela fere o princípio de fidelidade do jornalismo.
 
Um fotógrafo, no entanto, usou a teleobjetiva para produzir uma grande foto cujo impacto vem exatamente da redução da profundidade. O sul-africano Kevin Carter foi colhido por uma polêmica em 1994, quando conquistava um dos maiores prêmios do jornalismo internacional, o Pulitzer.

Carter era parte de uma turma de jovens e audazes fotógrafos brancos, nascidos na África do Sul do apartheid, que se destacara na cobertura dos conflitos que quase resultaram em guerra civil na transição para a democracia multirracial criada sob o governo de Nelson Mandela, no início dos anos 1990.

Kevin e seus amigos estavam sempre a postos para testemunhar casos de violência, conforme conta o "Clube do Bangue-Bangue" [trad. Manoel Paulo Ferreira, Companhia das Letras, 344 págs., esgotado], escrito por dois deles, Greg Marinovich e João Silva.

Carter foi para o Sudão em março de 1993, para documentar a guerra civil entre tribos cristãs e o governo islâmico. Lá, fez uma foto muito impressionante num acampamento de refugiados: um menino subnutrido à beira da exaustão é observado por um abutre que parece esperar sua morte.

A foto é chocante. Publicada pelo "New York Times", correu o mundo. No ano seguinte, ganhou o Pulitzer de fotografia, o que deflagrou uma intensa polêmica: o que ele fez para salvar a criança? Como fotógrafo, buscou a foto chocante em vez de espantar o bicho? 
Pulitzer de 1994 com a foto de uma criança subnutrida observada por um abutre, no Sudão(Foto:Kevin Carter)


A polêmica, porém, é toda imotivada: a foto sugere algo irreal. Há uma ilusão de óptica: a imagem foi feita com uma tele de 180 mm, que distorce a perspectiva. O abutre parece estar mais perto, o que dá a falsa impressão de espreita.

Carter caiu em depressão meses depois de receber o prêmio e veio a se matar no mesmo ano. Sua foto é um exemplo de como a aura de pecado se abate sobre quem não segue o mandamento de Capa.

Navalha

A administração da distância é o fio da navalha sobre o qual se move o fotógrafo: se fica muito longe, não consegue uma cobertura "quente"; se chega muito perto, corre perigo de morte. Ao mesmo tempo, a proximidade expõe ao risco de produzir um retrato parcial do conflito.

O senso comum fixou a ideia de que o risco é inerente à fotografia de guerra, uma vez que ela só poderia se realizar a pequena distância do fato, o que muitas vezes implica risco de morte ou parcialidade. A tensão entre proximidade, risco e adesismo se cristalizou no cinema em filmes que têm fotógrafos como personagens, como "Sob Fogo Cerrado" (1983), de Roger Spottiswoode, "Salvador, O Martírio de um Povo" (1986), de Oliver Stone, e "Antes da Chuva" (Milcho Manchevski, 1994).

Mas uma análise dos equipamentos e da técnica fotográfica revela que a necessidade de proximidade em relação à fonte do risco de morte é falsa. O exemplo mais conhecido é a cobertura de eventos esportivos. A fotografia esportiva mostra que hoje já é possível retratar as cenas com precisão sem chegar tão perto.

Evolução

Depois de anos de uma evolução estética que resultou em fotos absolutamente fechadas (em vez de um gol, o fotojornalismo dos anos 80-90 tentava mostrar detalhes como a expressão facial do autor do gol ao chutar), a foto esportiva vem recuperando os planos abertos, que permitem ver as jogadas e seus contextos.

Paralelamente, a evolução dos equipamentos, com a fotografia digital superando a resolução dos filmes químicos, torna possível, por exemplo, captar a imagem de um campo de futebol inteiro e recortar da imagem a cena específica que interessa publicar.

Essa possibilidade técnica, no entanto, tem sido refutada sob o argumento de que pode significar falseamento. É uma decisão coerente com o mandamento de Capa, mas que não se justifica à luz da técnica em si, e possivelmente nem da ética, caso se compare o ganho, com a redução de mortos e feridos, com os riscos de eventual adulteração da imagem (até porque os registros que a câmera eletrônica produz sobre seus fotogramas são detalhados como um RG e podem ser usados para conhecer as alterações feitas no original).

Da mesma forma que nos estádios olímpicos, os recursos técnicos já poderiam dar aos repórteres fotográficos a chance de documentar cenas de conflito sem necessariamente se aproximar tanto de seu objeto.

Então, por que morrem tantos fotógrafos de guerra? Morrem por uma ideologia.