quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Primeiro Real Madrid X Barcelona em 17 de fevereiro de 1929

Foto:Autor Desconhecido/Todos os Direitos Reservados

Fotógrafo Canindé Soares é transformado em boneco

Blogueiro chileno pode ser multado por fotografar mulheres gordinhas


Foto:Sebastián Ignácio Álvarez Bernales

Ele se chama Sebastián Ignácio Álvarez Bernales, é chileno e acaba de ser acusado de perseguir, fotografar e discriminar mulheres gordinhas em seu blog e outras redes sociais como Twitter. A denúncia foi apresentada pelo Serviço Nacional da Mulher, segundo informou o site Emol de Santiago.

O nome do blog de Álvarez Bernales diz tudo: "Gorrrdas chilenas". Nele o blogueiro publica fotos de mulheres gordinhas com mensagens agressivas que chamaram a atenção das autoridades do país. A ministra do Serviço Nacional da Mulher, Carolina Schmidt, afirmou que a ação do blogueiro é um ato de discriminação e deve ser punido. Segundo a funcionária do Palácio de la Moneda, a multa poderia alcançar US$ 7 mil.

Foto inédita mostra Dilma num interrogatório de 1970

Foto:Autor Desconhecido/Todos os Direitos Reservados
Por Emanoel Barreto


A foto acima exibe Dilma Rousseff no frescor da juventude. Foi clicada em novembro de 1970, na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.

Presa pela ditadura, a então guerrilheira Dilma –ou Estela ou Vanda ou Luíza, seus codinomes na clandestinidade— tinha escassos 22 anos.

No momento em que a máquina fotográfica foi acionada, ela estava sendo interrogada. Repare num detalhe: os inquisidores escondem o rosto com a mão.

Deve-se a veiculação da imagem ao repórter Ricardo Amaral. Içou-a das páginas do processo contra Dilma na Justiça Militar. E  acomodou-a num livro que chega às prateleiras no próximos dias.

Chama-se ‘A vida quer Coragem’. Foi impresso pela Editora Primeiro Plano. Contém uma reportagem de fôlego de Amaral. Relata os passos de Dilma da guerrilha até o Planalto.

A foto e trechos da obra foram publicados pela revista ‘Época’, um dos veículos para os quais Amaral já trabalhou.

Os pedaços do livro que tratam de 2010 trazem o relato de olhos que perscrutaram os subterrâneos da campanha petista.

Amaral foi assessor da Casa Civil da Presidência e também da campanha de Dilma. 

A culpa condena e os desgraçados se escondem

A vergonha admitida com o gesto é a culpa assumida com a prática do gesto vergonhoso. Quem tiver um mínimo de dignidade, não estiver pago a miserável soldo, há de entender que o comportamento dos inquisidores revela seu íntimo e sua índole.  Sabiam, os elementos que escondiam a cara, do cumprimento de lamentável fado: o de prender, interrogar e encaminhar ao guante dos carrascos a juventude que se insurgia.
A cara feia e suja da ditadura não tem coragem de se mostrar e foge da coragem; a coragem solar dos insurretos, a sublime loucura dos que se arriscam. 

Vemos homens que tinham vergonha de se mostrar aos filhos, às esposas, mesmo às amantes, como diminuídos,vagos, emasculados, torpes; são apenas tristes desgraçados - são sem honra, sem nome, sem presença.

domingo, 4 de dezembro de 2011

A elegância do futebol se foi


Duelo de gigantes

Cartier-Bresson.(Foto:Autor Desconhecido/Todos os Direitos Reservados)

“Henri Cartier-Bresson torna-se fotógrafo no dia de 1932 em que compra uma Leica em Marselha. Surgida há pouco no mercado, a câmera permitia agilidade na tomada de plano — é seu batismo de fogo. O artista encontrou seu instrumento. Impossível não lembrar as palavras de Paul Morand: ‘Aos doze anos me deram uma bicicleta. Depois, nunca mais me encontraram…’

A Leica será seu objeto mitológico. Dela nunca mais se separará, seja no exterior, seja na intimidade. Na rua, em casa, na casa das pessoas, em todos os lugares, o tempo todo, nunca se sabe. Não é um hábito de artista, mas de caçador de recompensas. Sempre pronto para atirar, à espreita, de sobreaviso. Mas isso não impede o sentimento. Raras vezesse viu identiciação tão completa entre um homem e uma máquina, uma osmose tão feliz entre uma alma e um mecanismo. Como um casal de amantes, poderíamos dizer que ele era a contraparte dela, e ela a contraparte dele. Eles parecem feitos um para o outro. Ao prolongar seu olhar da maneira mais natural possível, a máquina faz parte dele. Depois disso ele nunca mais abandonou sua Leica.
Robert Doisnea.(Foto:Autor Desconhecido/Todos os Diretos Reservados)


O 6×6 é um estado de espírito, o 24×36 outro. Robert Doisneau vê na Rolleiflex a apoteose da cortesia, do respeito, da humildade. Inclinados diante das pessoas, não as provocamos olhando-as de frente, nos olhos. Henri Cartier-Bresson vê na Leica a arte da caça, feita com outros instrumentos.  É uma atitude agressiva, pois é uma pontaria. A primeira vez que esses dois homens se encontram, quando Doisneau, admirador incondicional de Cartier-Bresson, ousa mostrar-lhes suas primeiras reportagens, ele ouve:

‘— Se o bom Deus quisesse que se fotografasse em 6×6, ele teria colocado nossos olhos na barriga. É incômodo olhar as pessoas pelo umbigo. E depois que você se curva, só falta emendar no pai nosso…’”

Alternativa

Foto:Alessandra Sanguinetti

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Só observando (2)

Foto:Leandro Cunha

Crianças:Steve McCurry


Foto:Steve McCurry

A carreira de Steve McCurry é marcada por grandes retratos. O fotógrafo que se arriscou nas principais áreas de conflitos internacionais atrás clique perfeito trabalha para National Geographic, e um de seus retratos mais famosos é a da "Menina Afegã", o qual é reconhecido e considerado um dos mais importantes de todos os tempos.
No Vietnã,não aguentava mais a guerra(Foto:Steve McCurry)


A série “Children”, do fotógrafo, tem pelo menos 20 anos de história. Por lentes, McCurry fotografou as crianças de todos os cantos do mundo por quais passou. Entre tantas diferenças, uma semelhança chama a atenção nos retrato: todas as fotografias carregam uma inocência que não se perdeu em meio dos conflitos e horrores das guerras.
Foto:Steve McCurry


Os retratos da série são um convite para viajar o mundo e conhecer o futuro das nações amedrontadas, mas que não perdem a esperança. A forte carga de emoção fica por conta de cada um. É um momento de reflexão para pensar sobre os rumos do futuro.
Foto:Steve McCurry
Foto:Steve McCurry