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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Advogado acusa fotógrafo de ser responsável pelo assassinato do jornalista Rodrigo Neto

Acusado diz que fotógrafo teria matado o jornalista Rodrigo Neto (foto)

Portal Imprensa

Na última segunda-feira (9/12), teve início a audiência de instrução e julgamento dos suspeitos de assassinar o jornalista Rodrigo Neto de Faria, em março deste ano, em Ipatinga, no Vale do Aço (MG). O caso envolve também a morte do fotógrafo Walgney Assis de Carvalho e de outras 12 pessoas.

De acordo com o jornal O Tempo, foram ouvidos os réus Alessandro Neves Augusto, conhecido como Pitote, Lúcio Lírio Leal, investigador da Polícia Civil, além de 26 testemunhas de defesa e acusação. Fábio Vieira da Silveira, representante de Leal, alega que o investigador não tem ligação com as mortes.

Já Rodrigo do Carmo, criminalista que defende Pitote, disse que o verdadeiro assassino seria o fotógrafo Walgney Carvalho. O defensor levantou a hipótese de que ele e o jornalista brigaram, o que motivou o crime. Carmo defende ainda que houve queima de arquivo e que Walgney teve a ajuda de uma terceira pessoa e que, por isso, também acabou morto.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o juiz Augusto Calaes de Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Ipatinga, deverá decidir sobre o pronunciamento dos réus. Caso chegue à conclusão de que a morte de Rodrigo Neto foi um crime doloso, os dois suspeitos serão levados a júri popular.
Em aproximadamente três horas, o magistrado, o Ministério Público de Minas Gerais e a defesa ouviram os 26 convocados como testemunhas. O policial civil Lúcio Leal foi o último a ser ouvido e garantiu ser inocente. A audiência encerrou por volta das 18h30, e os réus voltaram para a prisão.

O TJ-MG informou que a próxima etapa das oitivas ocorrerá em Belo Horizonte (MG). Para que o juiz responsável pelo caso chegue a uma conclusão e pronuncie ou não os réus, ele precisa ouvir outras testemunhas, as quais se encontram na capital.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Para deputado, há ligação entre as mortes de fotógrafo e radialista de MG


O fotógrafo freelancer do jornal Vale do Aço, Walgney Assis Carvalho, assassinado a tiros no último domingo (14/4), pode ter sido morto por ter informações sobre os possíveis autores da execução do radialista Rodrigo Neto, em 8 de março deste ano, segundo hipótese do deputado Durval Ângelo, presidente da Comissão de Direitos Humanos de Minas Gerais.

Em sua conta no Twitter, o deputado enviou uma mensagem para a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República. “A CDHumanos, logo após a morte do Rodrigo Neto, recebeu denúncias de q ele sabia autoria”, afirmou. “O Carvalho que foi agora assassinado tinha muitas informações. Falei dele quando você esteve no Vale”, continuou.

O delegado Wagner Pinto, chefe da delegacia de homicídios, foi para Ipatinga (MG) acompanhar as investigações e afirmou que é cedo para ligar os dois crimes, informou o Estado de Minas.

“Por hora estamos em fase inicial de investigação. Não temos nenhuma ligação ainda. Vamos analisar bem a dinâmica do crime e buscar elementos de convincentes para uma linha contundente”, disse o delegado.

Morte do Walgney Carvalho

Segundo os portais G1 e Terra, a Polícia Militar afirmou que por volta das 22h um homem encapuzado se aproximou e disparou três tiros à queima-roupa pelas costas do fotojornalista.

Após os disparos, ele saiu andando e depois pegou uma moto NX preta. Testemunhas disseram que na noite do crime perceberam a movimentação estranha de um homem que fazia muitas ligações pelo celular próximo ao local.

Morte de Rodrigo Neto
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No dia 8 de março, o radialista e um colega estavam no "Baiano do Churrasquinho", no bairro Canaã, local que costumava frequentar. Quando Neto abria a porta de seu automóvel, dois homens em uma motocicleta, usando luvas e capacetes fechados, se aproximaram, dispararam e fugiram.

Segundo o portal R7, o delegado responsável pelo caso, Ricardo Cesari, afirmou que Neto foi atingido por cinco tiros.  O radialista chegou a ser socorrido com vida e foi levado para o Hospital Municipal de Ipatinga, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele era casado e deixa um filho.

Coincidências

O fotojornalista prestava serviços de freelancer para o Vale do Aço há cerca de cinco anos, na editoria de polícia. O radialista foi trabalhar no impresso uma semana antes de ser assassinado.

Apesar de cobrirem o mesmo tema, os dois não trabalharam diretamente juntos ou em uma pauta específica, apenas cumpriram a rotina do dia a dia. "Mas é muita coincidência. Na mesma cidade, mesmo veículo, tema e em um espaço de tempo tão curto. Os dois levaram tiros em áreas vitais, como a cabeça", comentou à IMPRENSA um funcionário do jornal, que não quis se identificar.

A equipe da publicação vive um clima de extrema preocupação e um sentimento muito forte de medo. As condições psicológicas de todos serão avaliadas.

"Fica também o sentimento de esperança que o Estado cumpra seu papel de dar uma resposta. Não para o jornal, não para os jornalistas, mas para a sociedade. O Estado tem o dever constitucional de esclarecer esses dois crimes e apontar quem são os culpados. Ele tem esse compromisso, essa responsabilidade, esse dever", completou.