segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Grupo Quintas Fotográficas realiza exposição Em Cores na BCZM

A Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vem recebendo desde a última quinta-feira, 3, a exposição fotográfica Em Cores, trabalho realizado pelo grupo Quintas Fotográficas. As fotos ficam em exposição até o dia 30 de novembro, das 8h às 18h, no auditório central da BCZM.

Segundo a organização, a exposição é baseada na paixão dos componentes do grupo pela fotografia. Eles unem diferentes olhares e inspiram-se uns nos outros para compartilhar experiências. São 20 integrantes que irão expor os seus trabalhos, sendo quatro imagens por fotógrafo, o que totaliza 80 imagens expostas. As fotos são feitas durante saídas às quintas-feiras para passeios e expedições fotográficas, o que deu o nome do conjunto de Quintas Fotográficas.

Sobre o Quintas Fotográficas

O grupo Quintas Fotográficas teve início em maio do ano de 2015 e é formado por 60 integrantes, todos apaixonados por fotografia. No grupo, existem fotógrafos profissionais e amadores, que se reúnem às quinta-feira para fotografar diversas localidades de Natal e de todo o Estado.

Fonte: Agecom/UFRN

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Mostra fotográfica na UFRN expõe cenas do cotidiano

Quem circula pelos corredores da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) pode conferir até o dia 27 de outubro, as impressões das relações pessoais expostas em imagens em preto e branco.  Captado por meio de lentes diversas, o discurso imagético impresso em 40 fotografias revela uma narrativa poética e nostálgica, e traz para a cena principal aspectos da vida cotidiana nem sempre percebidos.

O namoro de um casal sobre a relva, de Hélcio Maranhão; um voo de kitesurf sobre o Forte dos Reis Magos, registrado por Nilberto Gomes; um encontro familiar entre pai, mãe e filho, numa noite de novena no interior de Serra de Martins, de Lúcia Maranhão; e a cena de uma comunidade numa cerimônia religiosa sob o cenário de nuvens brancas, assinada por Francinete de Oliveira, fixam impressões, mas também trazem para os visitantes e apreciadores um pouco de nostalgia.

Assinados por servidores (professores e técnicos) amantes da fotografia, o mosaico fotográfico, em exposição até a primeira semana de novembro, forma um enredo que tem como pano de fundo momentos singulares na vida de pessoas comuns. Na arquitetura desta construção semiótica um fotógrafo experiente e com traquejo em cursos de fotografia oferecidos pelo Programa Viver em Harmonia da Progesp/UFRN: Cícero de Oliveira.

Lotado na Assessoria de Comunicação da Reitoria (Ascom-Reitoria), com algumas exposições em seu currículo e pré-concluinte do curso de Jornalismo do Departamento de Comunicação Social da UFRN (Decom), do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), Cícero tem trabalhos publicados em jornais locais e nacionais, revistas científicas e literárias, fotografias oficiais em gabinetes de Brasília, entre outras.

É de sua autoria, por exemplo, a foto da capa da Revista Basculho, publicação cultural editada pela Secretaria de Educação a Distância (Sedis) em 2015. Em preto e branco, o rosto marcado por sulcos chama a atenção pela simbologia emblemática da representação do sertanejo nordestino.

Antes de chegar ao campus central da UFRN, a exposição fotográfica itinerante Redes Sociais percorreu o Hospital Onofre Lopes (HUOL) e os campi de Macaíba, Santa Cruz, Currais Novos e Caicó

Fonte: Agecom/UFRN

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Três motivos para você não perder a exposição Cartografia do Afeto neste sábado

Dezembro de 2015, os fotógrafos Pedro Medeiros, Paulo Fuga e Vanessa Paula Trigueiro retornam para as cidades das quais de certa forma nunca saíram: Areia Branca, Mossoró e Assú. Foi nestes lugares que cada um individualmente começou a colecionar as primeiras memórias, os primeiros afetos e as coisas mais doces, aquelas do tempo de criança.

A viagem que se transformou em documentário (Cartografia do Afeto/ Direção: Johann Jean) foi apenas o primeiro destino do trio que após percorrer outras 12 cidades do interior do estado, chegam a Natal completando o 16º destino do Projeto Câmara Clara – Cartografia do Afeto. Juntos apresentam neste sábado o resultado da imersão feita pelos caminhos do passado.

A exposição com 45 imagens, o lançamento de um documentário e de um foto-livro nos quais contam suas experiências dentro do projeto ocorre neste sábado (15) às 18h na Pinacoteca Potiguar, concluindo a itinerância da Cartografia do Afeto.

Inicialmente programado para percorrer apenas as três cidades nas quais os fotógrafos passaram suas infâncias, a rota acabou inserindo outros vários municípios que dispusessem de casas de cultura em bom funcionamento para receber a parte didática da viagem: oficinas de fotografia.

“A gente ministrava uma oficina de fotografia para os jovens em cada cidade pela qual o projeto passava. Os autores das 15 melhores imagens, escolhidas por votação no Facebook, também virão a Natal pelo projeto para estar com a gente na abertura da exposição”, detalha Paulo Fuga, explicando que além das 30 imagens feitas pelos três fotógrafos durante toda a viagem, compõem a exposição também outras 15 imagens resultantes das oficinas.

Ao todo o projeto percorreu em duas etapas neste ano as seguintes cidades: São Miguel do Gostoso, Goianinha, Macaíba, Serra Negra do Norte, Jardim do Seridó, Florânia, Santa Cruz, São José do Campestre, Campo Grande, Lajes, Mossoró, Grossos, Assú, Apodi e Martins.

Ao NOVO, os fotógrafos Paulo Fuga, Pedro Medeiros e Vanessa Trigueiro  selecionaram algumas imagens do vasto acervo resultante das viagens que realizaram pelo interior do estado e descreveram algumas sensações por trás de cada fotografia clicada nesta empreitada.


AFETO DE RUGAS
(Por: Paulo Fuga)
"Cheguei em Mossoró e a minha avó Neci ficou cega, no mesmo dia. Respirei e fotografei. Por uma porta entreaberta capturei o descanso do meu avô paterno, a gente quase nunca se falou. Um dos meus maiores medos era visitar a casa do meu avô materno, vovô Titico, um homem que tem medo do passado, que chora quando lembra do que já viveu, que andou por vários caminhos e hoje se esconde entre gatos, cachorros, ovelhas, galinhas... Eu fui em lugares, falei com pessoas, mas só em meus avós eu consegui encontrar o que queria: o passado. Mesmo com a passagem do tempo, eles ainda estavam lá enrugados, marcados, curvados, emocionados, intactos. Percebi que não consigo mais encontrar o menino que corria descalço nas ruas ou se escondia dentro de casa com medo. Hoje, homem grande reconheci o quanto tudo é gigante na infância”.


AFETOS DE AUSÊNCIA

(Por: Vanessa Trigueiro)
“A fotografia também desperta a ausência. Mas é aí que a magia acontece. O vazio encontra-se completamente preenchido. Preenchido de ensinamentos, boas energias, lembranças, saudades. Preenchido, sobretudo, de afeto. A presença da ausência do meu avô, Seo Paulo, foi o primeiro sentimento despertado em mim ao retornar à minha cidade de origem, Assu. No entanto, com o passar dos dias, fui percebendo que a garagem empoeirada, a fazenda Arruda dos Trigueiros e todos esses lugares carregavam não só a ausência de Seo Paulo. Todos carregam ausência do que já foi vivido. É, no final, a presença da ausência que nos permite seguir em frente, experimentar novas vivências”.


AFETOS DE AREIA

(Por: Pedro Medeiros)
“Minhas primeiras facetas fotográficas foram como modelo mirim do meu avô, Toinho do Foto, que assinava com o seu ‘A. Vale’, uma criatura do seu tempo, crescendo, flutuando sobre o rio Ivipanim, deslizando nos montes de sal, escapando pelo cais e deixando pedaços de dedo no calçamento. O chamado da vida me leva para longe, para além das fronteiras do Atlântico, Pacífico e Mar Mediterrâneo, levado para rios distantes. Contudo, como todo bom filho da ‘Terra do Sal’, o retorno sempre foi constante. Navegando pela maré das lembranças, do vai e vem ininterrupto dos trabalhadores do mar, das sucessórias idas e vindas à escola e dos passos que mantém viva uma história que jamais parou de acontecer. Passado, presente e futuro em plena união, na dança do tempo. Olhar para dentro, cerrar os olhos e respirar tranquilo. Hoje é um bom dia para fazer história”.

EXPOSIÇÃO//
CÂMARA CLARA - CARTOGRAFIA DO AFETO

Quando? Sábado
Onde?  Pinacoteca Potiguar
Que horas? 18h

Fonte: Novo Jornal

Exposição fotográfica itinerante Redes Sociais segue para Santa Cruz-RN

A interpretação das relações interpessoais pelas lentes das câmeras compõe a exposição fotográfica itinerante Redes Sociais, que percorre os campi da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) durante o mês de outubro, dentro da programação do mês do servidor. Após passar por Macaíba, Caicó e Currais Novos, a mostra chega a Santa Cruz nesta quinta-feira, 13, e a Natal na sexta-feira, 14, onde permanece até o dia 20, no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol). De 21 a 27 de outubro, fica em destaque na Reitoria da UFRN, no campus central.

O acervo fotográfico é resultado do trabalho desenvolvido por estudantes do curso de Aprimoramento em Fotografia, oferecido neste ano para os servidores da UFRN, dentro do Programa de Qualidade de Vida Viver em Harmonia, da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp). A exposição busca “apresentar de maneira poética a beleza do cotidiano e despertar a reflexão sobre o real significado da expressão ‘rede social’, mais antiga e abrangente do que se imagina”, explica o fotógrafo Cícero Oliveira, servidor da UFRN e professor do curso.

Fonte: Agecom/UFRN

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O esporte supera muita coisa

Foto: Lucy Nicholson

Atletas egípcias estrearam nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e entraram para História como a primeira dupla do Egito a disputar uma Olimpíada.

Vestindo véu e calça, Doaa e Nada jogaram com Ludwig e Walkenhorst, da Alemanha, e disputaram de igual para igual num calor de 30º nas areias de Copacabana. A foto feita por Lucy Nicholson impressionou as redes sociais e se tornou uma das imagens mais compartilhadas das Olimpíadas.

Fotógrafo Joel Silva vira motorista de táxi noturno e conta histórias em blog


Ouvir e contar histórias cotidianas. Esse foi o objetivo do fotojornalista Joel Silva quando decidiu se aventurar como motorista de um táxi noturno em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e narrar fragmentos da vida de seus passageiros em um blog.

Formado em fotografia pela escola de artes Bauhaus, Silva começou a trabalhar como fotojornalista na Folha de S.Paulo em 1994. Ele já cobriu a Primavera Árabe, na Líbia e no Egito, onde foi atingido por um tiro, o golpe militar em Honduras, atuou como correspondente no Oriente Médio e ganhou cinco prêmios de Direitos Humanos.

A ideia de dirigir um táxi noturno para “caçar” histórias surgiu do relato de seus irmãos, que saíram da Folha e passaram a dirigir um táxi. "Percebi que há um nicho muito bom, histórias que as pessoas precisam saber", explica Joel, que dirige pelas ruas de Ribeirão há duas semanas.

Quando não está na capital paulista para alguma pauta do jornal, o fotojornalista cumpre o expediente das 18h30 até às 6h30, e faz, em média, doze viagens por noite. No táxi, Joel usa um microfone para gravar a conversa e, se a história for interessante, publica no blog.

"As pessoas dizem 'se eu contar minha história dá um livro'. Elas deixam no táxi fragmentos da sua vida. Às vezes, nem percebem que o taxista tem ouvidos. Nós, como jornalistas, temos de estar com o olho atento ao cotidiano da vida humana", diz.

Para Silva, o jornalismo não está em crise, mas em constante transformação. "Acho que as notícias não precisam ser apenas de conflitos, protestos, corrupção no governo. As pessoas se interessam por outras coisas. Cabe a nós entender essa nova dinâmica da profissão para poder aproveitar essas histórias", afirma.

Histórias e mais histórias

Entre as histórias mais marcantes para Silva está a de dona Clarinha, cujo marido, que morreu há dez anos, era apaixonado por fotografia. "Ele era  funcionário público, mas seu hobby era tirar fotografias, mas não fotografias de coisas, lugares.  Ele gostava mesmo era de tirar fotografias minhas. Nunca vi um homem gostar tanto de tirar fotos de sua esposa, você já viu?”, diz ela, em um dos diálogos narrado pelo fotógrafo.

Outro passageiro que surpreendeu Silva foi Guilherme, um deficiente visual considerado o passageiro mais chato de Ribeirão pelos colegas taxistas. Ao ser informado sobre suas habilidades para saber, exatamente, o valor de cada destino, o fotojornalista o desafiou para adivinhar o preço de uma corrida. Se informasse o valor correto, não pagaria. Mais uma vez, ele acertou, mas insistiu em pagar pelo serviço.

Ao pegar a mão de Silva para lhe entregar o dinheiro, o surpreendeu novamente: “Meu amigo, você precisa aprender a enxergar seu valor". "Deu as costas e saiu tateando com seu bastão, para dentro do shopping. A visão dos olhos muitas vezes nos deixa cegos da alma", escreve o fotojornalista.

"A gente precisa aprender a fechar os olhos e sentir as pessoas. Os taxistas achavam ele chato, mas ele não era chato. Só precisava ser entendido, porque enxerga o mundo de uma outra forma. A gente ficou amigo e ele virou meu cliente agora", conta.

Joel pretende seguir com o projeto por, no mínimo, um ano, tempo de sua licença de taxista. Ele também planeja fotografar os personagens e investir no blog, que já alcançou uma média de 15 mil visualizações diárias.

"O fundamental desse trabalho é captar esses fragmentos da vida humana.  As pessoas têm um livro para contar e elas deixam uma página dentro do táxi.  Aproveito essa página e coloco no blog", acrescenta.

Fonte: Portal Imprensa