terça-feira, 10 de novembro de 2015

Jornalista é "interrogada" por fotografar prefeito em MS

Prefeito queria evitar imagens em que aparecia "feito"

Uma jornalista do Midiamax, de Campo Grande (MS), foi interpelada pelo superintendente de comunicação da cidade, Djalma Machado Jardim Neto, a mostrar todas as fotos que havia registrado durante agenda pública do prefeito Alcides Bernal (PP) realizada na última sexta-feira (9/11).

Segundo o veículo, o superintendente teria justificado a ordem à jornalista como uma forma de confirmar se o prefeito "não teria saído feio nas fotos".

Após o evento, a repórter foi conduzida até uma sala do gabinete onde ficou sozinha com o prefeito. De acordo com seu depoimento, Bernal teria feito um discurso dizendo que os donos de jornais de Campo Grande "o perseguem e que usariam as fotos em flagras desfavoráveis". O áudio do encontro foi gravado pela equipe de reportagem do veículo.

"Eu me senti ameaçada e acabei cedendo. Mostrei as fotos e não tinha nada demais. Ele olhou e disse que estava ok. No final do evento, que aconteceu no gabinete, no entanto, o prefeito me chamou para uma sala onde estava e fiquei lá dentro sozinha com ele, enquanto um homem ficou na porta. Eu fiquei assustada com toda aquela situação. Me senti muito constrangida com a situação e não entendi porque ele falou tudo aquilo para mim", comentou a repórter.

Em nota, o Midiamax informou ter levado o caso à polícia, a quem Bernal e Neto deverão prestar explicações pelo crime de constrangimento legal. O veículo ainda vai acionar ambos no Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MPE-MS) por abuso de autoridade.

Fonte: Portal Imprensa

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fotojornalista será julgado na Tailândia por usar colete à prova de balas em cobertura


A justiça da Tailândia afirmou nesta segunda-feira (24/8) que julgará o fotojornalista honconguês Anthony Kwan Hok-chun por "posse ilegal de arma", após ele ter sido pego transportando um colete à prova de balas e um capacete enquanto cobria uma manifestação em Bangcoc no último domingo (23/8).

Segundo a AFP, Hok-chun cobria os acontecimentos após um atentado que deixou 20 pessoas mortas quando foi detido pela polícia da cidade. O fotojornalista foi libertado nesta segunda (24/8), mas a justiça tailandesa ressaltou que ainda irá julgá-lo por "posse de material militar sem licença".

Em um comunicado, o Clube de Correspondentes Estrangeiros da Tailândia (FCCT) demonstrou discordância com a atitude da justiça tailandesa. "Anthony Kwan Hok-chun é acusado de posse de arma ilegal, punida com até cinco anos de prisão, e será julgado por um tribunal militar. Os coletes à prova de balas e os capacetes utilizados pelos jornalistas não são armas ofensivas e não devem ser consideradas como tais".

Fonte: Portal Imprensa

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CredSuper expõe fotos do Natureza em Foco no Centro de Convivência da UFRN

A universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebe até o dia 13 deste mês (agosto) no Centro de Convivência Djalma Marinho a exposição de fotografias inscritas no concurso Natureza em Foco.

O concurso é realizado anualmente pela CredSuper, Cooperativa de Crédito dos Servidores da UFRN, filiada ao Sistema Unicred. As imagens expostas abordam o tema Natureza em Foco e são direcionadas aos lugares do Estado em que a cooperativa está sediada.

No dia 13, uma comissão formada por um fotógrafo profissional, um conselheiro fiscal e um diretor irão selecionar as três fotos que serão enviadas para a Unicred Central Norte e Nordeste, que participarão do XX Simpósio de Cooperativismo de Crédito de 2 a 4 de setembro em João Pessoa, Paraíba.

O resultado oficial será divulgado no dia 2 de setembro de 2015, durante o simpósio e estará disponível no site: www.unicrednne.com.br/concursofotografico e nos sites das demais cooperativas filiadas ao Sistema Unicred Central, a partir de 8 de setembro.

As fotografias escolhidas em primeiro lugar nas cooperativas receberão como premiação uma câmera fotográfica digital e as 12 fotos escolhidas irão ilustrar mais de 100 mil calendários do Sistema Unicred Central Norte e Nordeste em 2016.

Fonte: Agecom/UFRN

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Fotógrafo argentino é agredido depois de reclamar que haviam votado em seu lugar

O fotojornalista do jornal El Litoral, Marcos Mendoza, alegou na tarde do último domingo (9/8) que foi agredido por um fiscal de mesa depois de afirmar que outra pessoa havia votado em seu lugar.

Segundo o Los Andes, o profissional foi emitir seu voto em uma mesa de um colégio eleitoral, quando autoridades não o permitiram votar porque haviam entregado seu papel para outra pessoa.

Depois de fazer a reclamação, o repórter resolveu comunicar o ocorrido para as outras pessoas que estavam no local. Em razão disso, um rapaz se levantou irritado e o agrediu com um tapa.

O site do jornal publicou uma foto do exato momento em que o fotógrafo foi atacado pelo fiscal na cidade argentina de Corrientes. O repórter ficou chateado com a situação e deixou o lugar para fazer uma queixa na polícia.

Fonte: Portal Imprensa

terça-feira, 4 de agosto de 2015

SIP condena assassinato de fotojornalista mexicano e cobra investigação

Imagem: Reprodução Facebook


A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou o assassinato do fotojornalista mexicano Rubén Espinosa e cobrou investigação sobre o crime para que os responsáveis sejam penalizados.

O presidente da entidade, Gustavo Mohme, disse à EFE que "o assassinato de Espinosa é um grave sinal da decadência e da violência que afeta o México e os jornalistas em particular", considerando lamentável o sucedido no local "onde ele [Rubén Espinosa] procurou refúgio para salvaguardar a sua integridade física".

O repórter fotográfico, de 31 anos, foi encontrado morto na última sexta-feira (31/7) junto com quatro mulheres, num apartamento da capital mexicana. O corpo possuía sinais de tortura. Ele prestava serviços para a revista Proceso, o jornal AVC Noticias e na agência Cuartoscuro, todas pertencentes ao Estado de Veracruz, no golfo do México.

A morte do fotojornalista ocorreu após ele ter sido vítima de vários ataques desde junho, quando denunciou às autoridades ter sofrido ameaças de morte. Este ano, três outros jornalistas foram assassinados no México: Filadelfo Sánchez Sarmiento, do Estado de Oaxaca, Armando Saldaña Morales e Moisés Sànchez Cerezo, ambos de Veracruz.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, criticou o "mecanismo ineficiente e fraco do México para proteger os jornalistas e o desempenho dos defensores dos Direitos Humanos."

Fonte:Portal Imprensa

Mexicanos fazem manifestação contra assassinato de fotojornalista

Imagem: Reprodução/Sim Embargo

No último domingo (2/8), cerca de duas mil pessoas se reuniram na Cidade do México para protestar contra a morte do jornalista Rubén Espinosa, encontrado morto na sexta (31/7) num apartamento na cidade. Outras quatro vítimas também estavam no local do crime.

Segundo o Jornal de Notícias, a manifestação foi marcada pelo "pedido de justiça" por parte da população, que credita o crime às autoridades mexicanas, já que o repórter sempre afirmou temer por represálias devido às suas coberturas. Espinosa foi encontrado com um tiro na cabeça, num apartamento na Cidade do México.

O protesto também se estendeu para a cidade de Xalapa, capital de Veracruz, onde o jornalista trabalhava.

Fonte: Portal Imprensa