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domingo, 3 de dezembro de 2017

Ensaio humanista destaca o jovem periférico de Natal

Foto: Meysa Medeiros

Na Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte está acontecendo a Exposição Fotográfica Multiverso Fotográfico, que se trata dos trabalhos de 23 concluintes da primeira turma de graduação curso de Fotografia da Universidade Potiguar (UnP).
Foto: Meysa Medeiros

A fotógrafa Meysa Medeiros é uma das alunas e vem mostrando por meio dos seus clicks um tema bastante original da sociedade natalense: os pintas. São jovens da periferia de Natal que têm seus jeitos peculiares de vestir, falar por gírias, gosto musical e modos de vida.
Foto: Meysa Medeiros

"De forma estereotipada e preconceituosa, as pessoas tendem a definí-los como bandidos, mas possuem um estilo de vida, uma visão de mundo, assim como os são os punks, góticos, emos, veganos, etc. Por isso, este projeto de fotografia tem a ambiciosa pretensão de tentar desmistificar os estereótipos pejorativos a eles relacionados, e por holofotes a essa “tribo” urbana tão interessante e original do nosso da nossa cidade", disse Meysa.

Exposição Fotográfica Multiverso Fotográfico

Local: Palácio da Cultura- Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte.
Endereço: Praça Sete de Setembro, s/n - Cidade Alta, Natal-RN, 59025-300

Data: até o dia 15 de dezembro, na pinacoteca do estado.

Horários: de terça a sexta-feira das 8h às 18h. 
Finais de semana: 10h às 16h.

Entrada gratuida

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Casal faz ensaio fotográfico pré-casamento em manifestação contra reformas do Governo Federal em Belém


O casal de paraenses Keline Borges, 34 anos, e Pedro Augusto Soares, 52 anos, foi fotografado no meio da manifestação do Dia da Mobilização Nacional, na manhã desta sexta-feira (10), em Belém. As fotos são parte do ensaio pré-casamento deles, que será realizado em janeiro de 2018, na capital paraense.

De acordo com o fotógrafo Romulo Silva, que clicou o casal, a ideia veio a partir de uma conversa com a noiva. "A noiva é envolvida com os movimentos sociais. E quando fecho meus ensaios e casamentos, mando um texto para o casal falar sobre experiências, tiro duvidas e sempre digo que é bom que o ensaio tenha a ver com a história deles, para que vá ter significado daqui 10 anos, 20 anos e que quando mostrarem para os filhos isso seja uma boa lembrança", explica.

Foi a partir daí que Keline, contou sobre sua atuação nos movimentos sociais. "Perguntei quando ia ter um protesto desses que eles participariam e ela falou no desta sexta, entramos em acordo na hora. A princípio o noivo não gostou muito, mas acabou curtindo o desafio", comenta.

A noiva Keline é assistente social, professora e atualmente cursa Direito. Já Pedro Augusto é médico. O casal está unido e há cinco anos. "Contratei o Romulo pela sensibilidade, a gente planejou o ensaio. Eu comecei a pensar que no mundo do casamento parece tudo tão perfeito, mas que toda a minha vida e formação não dava pra deixar de lado o momento que estamos vivendo. É histórico, eu não podia passar por isso sem registrar", conta a noiva.

Mesmo celebrando a união, o casal entende que o momento não podia passar em branco. "Estamos muito felizes, nos amamos, mas não dá para se alienar com o momento. Queria pelo menos uma fotinho 'fora temer' porque o que fazemos hoje é também pelo futuro dos nossos filhos e netos. Não sei se vamos vencer, mas não vamos nos calar, precisamos tentar minimizar os efeitos", revela.

É a primeira vez que Romulo Silva fotografou um casal dentro de um protesto, geralmente os locais escolhidos são calmos. A mudança foi um desafio, segundo ele. "É muito barulho, a gente perde um pouco o contato, o falar com eles. Tive que gritar muito para eles ouvirem o que eu queria 'abraça, beija, vira pra cá', dar o direcionamento. O barulho complicou e ainda tinha muita gente passando na frente, tinhamos que contornar tudo isso. Mas foi muito legal, porque os dois vestidos de branco lá chamavam atenção, muito gente olhando, prestando atenção, o que deixou eles acanhados, mas no final deu tudo certo", afirma o fotógrafo.

Para a noiva a movimentação foi surpreendente. O ensaio começou às 6h30 ainda no Complexo Feliz Lusitânia, no centro histórico de Belém. "Eu imaginava que ia ser mais discreto. Não esperava todo esse movimento, íamos pegar só o início do protesto. Aí a gente estava de olho fechado, se beijando para uma foto e de repente quando abri os olhos já tinha muita gente nos olhando, mas foi divertido", relata.

Fonte: G1

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fotógrafo se especializa em ensaios sensuais para gordinhas


Foto:Iwata Júnior


Um fotógrafo apostou no público de mulheres acima do peso como modelos de ensaios sensuais particulares na cidade de Rio Verde, no sudoeste de Goiás. A ideia começou por acaso, quando a cabeleireira Sheila Oliveira, que tem 1,57 e 95 quilos, o procurou interessada em fazer um ensaio sensual.
Apesar da vontade, Sheila ficou insegura em relação ao peso e adiou esse sonho por muito tempo. Até que finalmente criou coragem. “Eu fico muito feliz. É um jeito de mostrar uma beleza diferente. Fora dos padrões”, comenta Sheila.

Depois de pronto, o resultado foi tão positivo que os fotógrafos Iwata Júnior e Camila Emília Quintela desenvolveram um projeto de ensaios sensuais baseado nas mulheres plus size, tamanho GG.

“Ela sempre chegava em mim e perguntava: ‘Camila, se eu fizer um ensaio sensual eu vou ficar tão bonita quanto as outras mulheres [mais magras]?’ Eu tinha receio de responder, pois eu não sabia se a intenção dela era que ela se transformasse de 95 quilos para 50 quilos na foto. Se ela queria que eu manipulasse a foto para deixá-la magra. Por fim eu respondi: ‘Sheila, bonita você vai ficar. Magra, não’”, relata a fotógrafa.
Foto:Iwata Júnior


A ideia deu certo e atraiu outras mulheres com o mesmo objetivo. Pessoas como a bancária Gabriela Siqueira de 30 anos. Com 94 quilos, a bancária se sente segura e feliz depois que viu o resultado das fotos.
“Eu achei que não fosse mostrar as fotos para as pessoas. Eu mostro com o maior orgulho do mundo porque minhas fotos ficaram muito bonitas. Eu gosto das minhas fotos. Esse ensaio fez um bem enorme para o meu ego”, conta Gabriela.

Na opinião do fotógrafo Iwata Júnior todas as mulheres são iguais e todas têm a sua beleza. “O que nós fazemos é ressaltar essas belezas”, revela.

domingo, 9 de outubro de 2011

Fotógrafa registra 'meninas comuns' com o mesmo vestido em Brasília


Foto:Maíra Morais
                             
                              Com um vestido na mão e uma ideia na cabeça, a fotógrafa brasiliense Maíra Morais começou um blog, o Vestido de 10 Reais. Nele, meninas comuns posam para ensaios em vários pontos da cidade. Todas elas usam um mesmo vestido branco, comprado por R$ 10 em brechó de Brasília.
                             “Gosto de fotografar pessoas de branco, mas me empolgo com as fotos e vi que as pessoas não iam topar fazer poses, rolar no chão, pra sujar as roupas delas. Então comprei o vestido. Fui no brechó e desenterrei ele de lá”, conta Maíra.
                             Antes do blog, Maíra tinha o hábito de fotografar crianças e idosos na rua nos finais de semana “só para espairecer”. Uma amiga sugeriu que ela fizesse books e, apesar de não gostar de fotos posadas, a ideia ficou em sua cabeça.
                             Quando encontrou um vestido branco para sujar à vontade, Maíra chamou a cunhada Fernanda de Araújo para um experimento. Foram para o Parque da Cidade e voltaram com o cartão de memória cheio. Como o resultado agradou, ela repetiu a dose.
                             Em uma tarde de domingo, levou a amiga Flávia Giussani e uma sacola de roupas para um prédio em construção na Universidade de Brasília. A interrupção inesperada provocada por um pedreiro que não estava de folga impediu a troca de roupas, mas Maíra não se importou. “Foi ficando tão legal que só usei o vestido mesmo e não troquei de roupa nenhuma vez.”
                            “Em casa olhei com calma e vi que estavam muito diferentes de um ensaio pra outro porque tinha outra proposta. A Nanda [cunhada e modelo do primeiro ensaio] falou até que não parecia o mesmo vestido. Há um tempo eu queria fazer um ensaio, mas faltava unidade nas fotos, então decidi investir na ideia”, diz Maíra.
                             Com o blog criado, ela começou a “exercitar a cara de pau” na busca por modelos, convidando meninas que ela achava bonitas na rua e em redes sociais. “No show do Gotan Project [no museu da República] saí correndo atrás de uma menina. O mais legal é que elas não me conhecem, mas topam."
Foto:Maíra Morais

                             A menina do show, Ariel Lins, não queria posar por causa da timidez, mas acabou sendo a modelo do ensaio preferido da fotógrafa, na Concha Acústica de Brasília.
                             “Como ela negou, eu disse que ia passar uma tarde na casa dela pra gente se conhecer. Fiquei amiga da mãe, conversei com o irmão e no final a gente já estava se despedindo dizendo ‘então tá, até o ensaio’”, conta Maíra.
                             Com o sucesso do blog, a situação se inverteu e tem gente querendo posar para a Maíra. "Duas meninas de Goiânia viram o blog e me procuraram pedindo pra eu fazer um ensaio com elas", diz.
                              A fotógrafa continua em busca de modelos e locações diferentes. “A ideia é buscar ruivas, japonesas e até estilos diferentes, uma toda tatuada e uma mais com cara de fadinha. Quero mostrar como o vestido fica diferente no corpo de cada uma delas.”
Foto:Arquivo pessoal

                             Além deste, Maíra deve fotografar outros vestidos. Ela diz que foi convidada para fazer o catálogo de duas lojas e procurada por interessadas em fazer books em Brasília.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Agricultura familiar é tema de ensaio fotográfico


Foto:Bruno Veiga

Confira o ensaio realizado pelo fotógrafo carioca Bruno Veiga com os agricultores de base familiar de Morro do Chapéu (BA), município a 386 quilômetros de Salvador. 
Foto:Bruno Veiga

Os trabalhadores fazem parte de um universo de 27.500 agricultores familiares da região da Usina de Candeias, que cultivam mamona e girassol para a produção de biodiesel na unidade da Petrobras Biocombustível.
Foto:Bruno Veiga

O ensaio, que reúne fotografias do Banco de Imagens da Companhia, foi publicado na seção “Olhares" da última edição da Revista Petrobras.