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sábado, 4 de janeiro de 2014

Último dia de exposição sobre a ditadura militar no Brasil do Instituto Vladimir Herzog

Hoje (04) chega ao fim a exposição "Resistir é preciso..." do Instituto Vladimir Herzog, em São Paulo. Parte de um projeto com a proposta de manter viva na memória brasileira a luta da imprensa contra o regime militar, a exposição pretende contar a história da resistência que se instalou no Brasil em 1964. No Rio de Janeiro, a mostra vai de 12 de fevereiro a 7 de abril de 2014. Detalhes sobre o projeto, no site www.resistiepreciso.org.br. Informações sobre endereços, no site do Instituto www.vladimirherzog.org.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Instituto Vladimir Herzog expõe em SP e RJ

No próximo dia 4 chegará ao fim a exposição "Resistir é preciso..." do Instituto Vladimir Herzog, em São Paulo. Parte de um projeto com a proposta de manter viva na memória brasileira a luta da imprensa contra o regime militar, a exposição pretende contar a história da resistência que se instalou no Brasil em 1964. No Rio de Janeiro, a mostra vai de 12 de fevereiro a 7 de abril de 2014. Detalhes sobre o projeto, no site www.resistiepreciso.org.br. Informações sobre endereços, no site do Instituto www.vladimirherzog.org.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Fotógrafo que registrou falso ‘suicídio’ de Herzog vai depor na Comissão da Verdade

Silvaldo Leung Vieira, ex-fotógrafo do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), que mora nos EUA desde os anos 1970, virá ao Brasil para depor na Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo sobre a montagem e registro do falso “suicídio” do jornalista Vladimir Herzog, morto sob torturas em 1975.

De acordo com O Globo, Vieira será questionado também sobre as montagens dos registros dos “suicídios” de outros presos políticos em órgãos de repressão durante a ditadura militar. O caso do metalúrgico Manoel Fiel Filho também será analisado.

O fotógrafo, responsável pelas imagens que registraram as farsas sobre as mortes de Herzog e Fiel Filho, participará, na próxima segunda-feira (27/5), de uma visita de reconhecimento ao prédio onde funcionava o DOI-Codi, local da morte dos militantes. Após isso, concederá depoimento à Comissão da Verdade de São Paulo.

“Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras”, declarou Leung Vieira à Folha de S. Paulo, em fevereiro do ano passado.

Na época das mortes, Vieira tinha 22 anos e aprendia fotografia no departamento da Polícia Civil, até que foi recrutado para trabalhar com o Dops.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

As 10 fotografias brasileiras mais famosas de todos os tempos: a lista das listas

Para se chegar ao resul­tado fiz uma compilação de exposições, reportagens, listas publicadas por sites especializados em fotografia, es­por­tes, cultura pop, política e história. O objetivo de minha pesquisa era identificar quais são as 10 fotografias brasileiras mais famosas de todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: “Uni­verso Online”, “Arquivo Pú­blico do Estado de São Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “O Es­tado de S. Paulo”, revista “Placar” revista “Isto é”, revista “Veja”, “Jornal do Brasil”, “O Globo”, “World’s Famous Photos”, “Al Fotto”, “Images e Visions”. Abaixo, em ordem classificatória, as 10 fotografias selecionadas baseadas nas pu­blicações pesquisadas.


1 — O coração do Rei (1970)

Fotografia feita em 30 de setembro de 1970, durante o jogo Brasil 2 x México 1, no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro. Na imagem, o suor na camiseta de Pelé forma desenho de um coração. A versão que a foto teria sido simulada já foi desmentida dezenas de vezes. “Ainda hoje há quem me pergunte se não foi Photoshop, sempre tenho de explicar que isso nem existia naquela época”, afirma Luiz Paulo Machado. Fotografia: Luiz Paulo Machado.

2 — A piscada de Ayrton Senna (1989)

Fotografia feita em 26 de março de 1989, durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Na fotografia, Ayrton Senna pisca o olho para o chefe de equipe da McLaren, Ron Dennis, sinalizando que estava pronto para correr. Fotografia: Evandro Teixeira.

3 — Serra Pelada gold mine (1986)

Fotografia feita em abril de 1986, no garimpo de Serra Pelada, no sul do Estado do Pará. Serra Pelada se tornou mundialmente conhecida por ter abrigado a maior corrida do ouro da era moderna, onde foram extraídas, oficialmente, 30 toneladas de ouro. Fotografia: Sebastião Salgado.

4 — A garota de Ipanema (1960)

Fotografia feita em março de em 1960 pelo fotógrafo francês Milan Alram, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, a garota da foto, Eneida Menezes Paes Pinto Pinheiro (Helô Pinheiro), seria imortalizada por Vinícius de Moraes e Tom Jobim na canção “Garota de Ipanema”, uma das músicas mais executadas no mundo. Fotografia: Milan Alram.

5 — O suicídio de Vladimir Herzog (1975)

A fotografia, que tornou-se um símbolo da repressão promovida pela ditadura militar, foi feita em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo. Na fotografia, o jornalista Vladimir Herzog é encontrado enforcado com um cinto. Mais de três décadas depois, o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, autor do registro, afirmou, em entrevista a “Folha de S. Paulo”, ter sido usado pela ditadura para forjar uma cena de suicídio. Fotografia: Silvaldo Leung Vieira.

6 — Leila Diniz grávida na praia (1971)

Fotografia feita em 15 de agosto de 1971 na ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. A imagem de Leila Diniz de biquíni — grávida de seis meses — escandalizou o Brasil e virou um clássico da iconografia feminina no país. A fotografia, na ocasião, despertou a ira dos conservadores. Fotografia: Joel Maia.

7 — Falcão comemorando o empate contra a Itália (1982)

Fotografia feita em 5 de julho de 1982, no estádio Sarriá, em Barcelona, Espanha. Paulo Roberto Falcão comemora o gol de empate contra a Itália, na Copa do Mundo de 1982. A seleção brasileira, considerada uma das melhores da história das copas e favorita ao título, acabaria sendo desclassificada por 3 x 2. O jogo ficou conhecido como o Massacre do Sarriá. Fotografia: J.B. Scalco.

8 — Janis Joplin no Rio (1970)

Fotografia feita em fevereiro de 1970, na cidade do Rio de Janeiro, onde Janis Joplin passou 10 dias acompanhada pelo pelo fotógrafo Ricky Ferreira e pelo cantor Serguei. “Creio que a viagem ao Brasil não foi uma boa experiência para ela. Foi muito maltratada. Acho que eles pensavam que a superstar Janis Joplin era mais uma das belezas do cenário hollywoodiano”, afirma o fotógrafo. Fotografia: Ricky Ferreira.

9 — JK e a inauguração de Brasília (1960)

Fotografia feita em 21 de abril de 1960. Gervásio Baptista, repórter fotográfico da revista “Manchete”, tinha ido a Brasília com a missão de fazer a foto de uma edição especial sobre a inauguração da nova capital. A fotografia, na subida da rampa do Palácio do Planalto, com Juscelino Kubitschek acenando com a cartola correu o mundo e virou um dos símbolos da cidade. Fotografia: Gervásio Baptista.

10 — Passeata dos Cem Mil (1968)

Fotografia foi feita em de 26 de junho de 1968, na cidade do Rio de Janeiro, durante uma manifestação popular de protesto contra a ditadura militar, organizada pelo movimento estudantil e que contou com a participação de artistas, intelectuais e setores da sociedade brasileira. Fotografia: Evandro Teixeira.



sábado, 17 de março de 2012

Auxílio à verdade

Foto:Sinvaldo Leung Vieira

A história ganhou força. Reportagem da Folha de S.Paulo com o fotógrafo Sinvaldo Leung Vieira, autor da famosa foto do jornalista Vladimir Herzog morto após ser torturado por agentes do Doi-Codi em 1975, durante o regime militar, fortalece a versão de que Vlado não se matou na cadeia. Vieira, então fotógrafo da polícia civil de São Paulo, declarou que foi “tudo manipulado”. Em nota oficial do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog, filho do jornalista, parabenizou a matéria e destaca a importância da divulgação dos reais fatos para o esclarecimento da morte do seu pai, fazendo com que cada vez mais a teoria de suicídio seja esquecida. O instituto apoia a instauração da Comissão da Verdade, órgão ainda não vigente que cuidará de todos os casos de violação dos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988.

Sobre a importância da mídia em casos como esse, Ivo disse à IMPRENSA que ele põe o tema em pauta, “trazendo luz e esclarecendo esse acontecimento, além de colocar a Comissão da Verdade como órgão essencial, que servirá de fórum para o debate e para a procura de respostas, como, por exemplo, sobre os outros envolvidos no caso e também de quem partiram as ordens para a fotografia”. Vieira já revelou estar disposto a depor na Comissão.