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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Vencedor do Pulitzer, fotógrafo da AP admite manipulação de imagem e perde emprego



Portal Imprensa

Vencedor de um prêmio Pulitzer pela sua cobertura da guerra na Síria como fotógrafo da agência Associated Press (AP), Nicolas Contreras admitiu, na última quarta-feira (22/1), que manipulou em um programa de computador uma das imagens tiradas em setembro de 2013, na qual aparece um rebelde sírio.

Na foto original, uma câmera filmadora podia ser vista no canto esquerdo inferior. Contreras preferiu retirar digitalmente o equipamento, que era de um colega. A Associated Press publicou em seu site um comunicado em que confirma o rompimento da relação profissional com o fotógrafo.

A agência disse ainda que as 500 imagens de Contreras armazenadas em seu acervo foram revisadas e não possuem nenhuma alteração. “A reputação da AP é primordial e reagimos de forma decisiva e vigorosa quando é manchada por atos que violem o nosso código de ética", disse Santiago Lyon, vice-presidente e diretor de fotografia da AP. "Deliberadamente remoção de elementos de nossas fotografias é completamente inaceitável".

domingo, 5 de maio de 2013

Anunciado os vencedores do Prêmio Pulitzer de Fotografia 2013


Semana passada, foram anunciados os vencedores do “Prêmio Pulitzer 2013”, o mais importante prêmio de fotojornalismo no mundo. A coragem dos fotógrafos nas coberturas jornalísticas de guerra é reconhecida com o prêmio em dinheiro e fama. Todos os dias, os fotógrafos de guerra produzem imagens memoráveis ​​sob risco extremo.

Os vencedores foram: na categoria “Breaking News Photography”, o prêmio foi para a equipe da Associated Press que cobriu a guerra civil da Síria  composta pelos fotógrafos Rodrigo Abd, Manu Brabo, Narciso Contreras, Khalil Hamra e Muhammed Muheisen.
Na categoria “Feature Photography”, os louros do prêmios foi para o fotógrafo freelancer, Javier Manzano, que estava trabalhando para a Agencia France Presse. A foto (acima) vencedora foi considerada “extraordinária” pelo comitê que escolhe as fotografias finalistas.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Freelancer da AFP ganha Pulitzer de fotorreportagem


O fotógrafo freelancer da Agence France-Presse (AFP) Javier Manzano ganhou nesta segunda-feira o Prêmio Pulitzer de Fotorreportagem por sua cobertura do conflito sírio, anunciou a organização responsável, em nota divulgada em Nova York.

Manzano levou o prêmio pelo que o Comitê considerou "uma foto extraordinária (...) de dois soldados rebeldes sírios, entrincheirados em suas posições, enquanto a luz do dia passava pelos buracos de bala deixados em um muro de metal próximo".

A foto, tirada em outubro de 2012 por Javier Manzano na cidade de Aleppo, mostra dois homens segurando rifles de assalto.

Javier nasceu no México e hoje vive em Istambul. O 'stringer', que deixou os EUA aos 18 anos, concentrou boa parte do seu trabalho em questões envolvendo a fronteira EUA-México. Ele começou a carreira como foto e vídeo-jornalista e, depois, passou pela televisão e pela mídia eletrônica.

Javier trabalha como freelancer cobrindo a guerra do narcotráfico no México, assim como as guerras no Afeganistão e na Síria desde que foi demitido da Rocky Mountain News, em 2009, acrescentou o website da organização responsável pelo Pulitzer.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Fotógrafo ganha Pulitzer com foto comovente tirada em Cabul


Foto:Massoud Hossaini

A agência de notícias AFP ganhou seu primeiro Pulitzer ontem na categoria "Foto Últimas Notícias", com a imagem comovente de uma menina que grita horrorizada logo depois de um ataque suicida num templo xiita, lotado de pessoas em Cabul. A fotografia foi assinada pelo afegão Massoud Hossaini, de 30 anos.

A imagem da criança afegã, de pé em meio a uma pilha de corpos, transmitiu a ideia da devastação logo depois da ação num local, cheio de fiéis.

Hosseini trabalha para a AFP desde 2007, e estava a poucos metros do local quando explodiu uma bomba, no dia 6 de dezembro do ano passado, matando pelo menos 70 pessoas.

O próprio fotógrafo relatou o acontecimento, pouco depois em entrevista à AFP.

"Estava com minha câmara quando, de repente, ouvi a explosão", disse. "Por um momento não entendi o que acontecia, só senti a onda da detonação como uma dor em meu corpo. Caí no chão".

"Vi as pessoas correndo, afastando-se da fumaça. Sentei-me e vi que minha mão sangrando".

"Meu trabalho é documentar os fatos, pelo que corri no sentido contrário das pessoas", continuou Hosseini. "Quando a fumaça se dissipou, vi que estava no meio de um círculo de corpos".

"Só conseguia chorar e tirar fotos da desolação à minha volta".

"Não pude ajudar ninguém, realmente estava em estado do choque. Só sabia que precisava registrar tudo isso, toda essa dor, as pessoas correndo, chorando, batendo no peito e gritando: Morte à Al-Qaeda, morte ao Talibã".

Depois, olhei para a direita e vi uma menina, Tarana Akbari, de entre 10 e 12 anos, que gritava de terror com a roupa manchada de sangue e as mãos abertas, em sinal de impotência e desespero. Estava cercada de corpos.

"Ao ver o que tinha acontecido com seus irmãos, primos, tios, mãe, avó, e a todos a seu redor, só conseguia gritar".

"Consegui capturar, então, esta reação horrorizada", disse o fotógrafo.

A própria Tarana, que foi depois ouvida por jornalidas da AFP, contou que "quando consegui me levantar, vi as pessoas em volta, atiradas no chão, cobertas de sangue. Estava muito, muito aterrorizada".

Na entrevista que concedeu no dia 12 de dezembro, a menina afegã lembrou que, no dia, foi com 16 parentes ver as manifestações do Ashura, uma das festas sagradas xiitas, culto professado por sua família. Pôs o melhor vestido, de um verde brilhante.

Tarana (melodia` em persa) foi ferida levemente na perna. Sete pessoas de sua família morreram, entre elas seu irmão mais novo Shoaib, de sete anos. Ficaram feridas a mãe e as irmãs Sunita, de 15 anos, e Sweeta, de cuatro. O pai tinha deixado a cidade, para um trabalho.