No último dia 3, o canal Arte 1 estreou Arte na Fotografia, o primeiro reality show sobre fotografia no Brasil. Coprodução do Arte 1 com a produtora CineGroup, o programa é apresentado pela atriz e cantora Thalma de Freitas e desafia seis jovens fotógrafos amadores a criarem trabalhos autorais.
Ao longo de oito episódios, os participantes competem em provas de diferentes estilos e tema, entre eles, fotojornalismo, moda, dança e esporte. Ao final de cada dia, são avaliados pelos mentores Eder Chiodetto, um dos principais curadores de fotografia do país, e Cláudio Feijó, responsável pela formação de centenas de fotógrafos brasileiros nas últimas décadas.
Especialistas e grandes nomes da fotografia nacional, como Gal Oppido, Willian Aguiar, Bob Wolfenson e Zé Takahashi, também se unem aos jurados para comentar o trabalho dos competidores.
No primeiro episódio, os fotógrafos enfrentaram uma prova de retrato e depois vão a uma indústria têxtil e precisaram registrar a relação homem e máquina. Esse segundo desafio é avaliado pelo fotógrafo documental Juan Esteves.
O vencedor da competição vai ganhar um conjunto completo de equipamentos fotográficos. Os fotógrafos participantes são: Camila Kinker, Daniela Ometto, Luan Batista, Rafael Aguiar, Yve Louise e Julio Cesar.
Arte na Fotografia será todas as sextas no canal Arte 1 sempre às 20:30. Com reprises aos sábados, às 14h; domingos, às 10h; terça-feiras, às 19h30; e sexta-feiras às 12h.
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terça-feira, 7 de novembro de 2017
Canal Arte 1 estreou primeiro reality sobre fotografia do Brasil
quinta-feira, 18 de abril de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
A poética da foto arte
Yuno Silva
A tecnologia vulgarizou a fotografia, no bom sentido, e hoje o ato de "desenhar com luz e contraste" está ao alcance de qualquer mortal. As lentes digitais estão presentes desde simples celulares ao mais sofisticado dos gadgets (gíria 'modernosa' para designar dispositivos eletrônicos portáteis); isso sem falar nos equipamentos profissionais, e o foco da questão deixou de ser "ter acesso" para "fazer a diferença". Chamar atenção em meio ao mar de imagens que inundam a internet todos os dias, ou mesmo merecer espaço no acervo de museus que dedicam cada vez mais espaço à fotografia enquanto linguagem artística, tornou-se meta de muitos - e é aí que entra o olhar, a percepção e a sensibilidade de quem dispara o clique; é nessa trincheira que encontra-se o fotógrafo paulista Juan Esteves.
Membro do conselho curador do Festival Internacional Paraty em Foco, um dos dez eventos mais importantes do mundo na área, Esteves aterrissa no RN dia 8 para ministrar curso e analisar portfólio de potiguares interessados em investir em conceitos autorais. Certo, ok, há quem defenda que fotografia nada mais é que um registro do cotidiano, limitada ao documental puro e simples, mas o grupo do qual Juan faz parte aposta no potencial artístico da foto e na formação crítica do fotógrafo.
"Como atividade técnica, basta apertar um botão e se produz uma foto", resume, "mas a proposta do workshop é ir além. O objetivo é orientar e propor novas formas de abordagem, traçar um panorama do mercado de arte e como a fotografia se insere nele", antecipa o fotógrafo, que lembrou ter passado algumas horas em solo potiguar durante a campanha presidencial em 1989.
A oficina, na verdade, será uma vivência de três dias (de 8 a 10 de março) realizada na pousada Fulô da Pedra, município de Passa e Fica (RN) - distante cerca de 100km de Natal. O lugar, divisa com a Paraíba, está incorporado à paisagem do Parque Estadual da Pedra da Boca.
Compilação de um curso oferecido em São Paulo, a oficina também irá tratar de linguagens; fundamentos e primórdios da fotografia; o retrato e suas implicações; perfil dos fotógrafos-artistas; quem são os colecionadores e o que eles procuram; mercado, museus e galerias. O programa é amplo e inclui os formatos da fotografia digital, a melhor maneira de arquivar e como o Photoshop atua na composição das imagens.
Olhar sobre a técnica, portfólios e coleções
Juan Esteves frisa que "educar o olhar" não significa impor de maneira autoritária conceitos e "sim oferecer subsídios para para a formatação de ideias, independente do eixo em que cada participante atua". Segundo ele, não basta ter técnica e equipamentos ultra modernos se não se consegue criar, e pelo perfil amplo da atividade o público-alvo é qualquer pessoa interessada em fotografia, seja profissional ou amador - não é necessário levar nem ter equipamento profissional.
Para dar uma geral sobre o mercado, o fotógrafo irá identificar durante o curso quem são os principais colecionadores, quais os museus estão mais abertos à foto artística, que tipo de foto se colecionam, quanto valem, como são vendidas. "É importante para o currículo de qualquer fotógrafo ter uma imagem na coleção de um museu, mas qual tipo de imagem eles procuram?", disse Juan, que traz na bagagem 25 exposições individuais e participação em outras 180 coletivas. Professor universitário, colaborador de revistas nacionais e internacionais especializadas e ex-editor de fotografia da Folha de São Paulo (1985-94), Esteves tem propriedade para falar sobre o assunto: suas imagens fazem parte do acervo do museus de Arte Moderna e da Imagem e do Som de SP, do MASP, da Pinacoteca de São Paulo, do Musée de L'Elysée em Lausanne (Suíça), entre outros.
"Tenho alunos em São Paulo naquele momento de transição, jovens ou gente que quer mudar de profissão, encantados com os processos da fotografia. Querem viver disso, mas ainda não sabem como entrar no mercado; por isso o caráter de orientação".
Um dos momentos da oficina será a análise de portfólios. "Cada vez mais se busca esse tipo de análise conceitual e técnica do conjunto de um trabalho. A leitura de portfólios indica caminhos, e acredito ser a oportunidade ideal para se discutir o perfil que se busca, de pensar a fotografia conceitual dentro do que já vem sendo feito, de avaliar o que funciona e o que pode funcionar".
Sobre o embate foto análogica e digital, Juan pontua: "Não acredito nessa perda da magia. As pessoas estão fazendo uma confusão muito grande: fotografia digital não é uma evolução e sim uma outra coisa que surgiu com o advento da tecnologia. A preocupação é com a criação, o suporte está em segundo plano e essa discussão não aprofunda em nada o debate", finaliza.
Serviço: Wokshop e leitura de portfólio com o fotógrafo Juan Estevez (juanesteves.com.br). De 8 a 10 de março na Fulô da Pedra, Pedra da Boca, Passa e Fica (RN). Vagas limitadas. Informações e inscrições: 9982-2519 e 8755-9460.
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| Escadarias do Museu do Vaticano fazem parte da série Bressonianas (Foto: Juan Estevez) |
Membro do conselho curador do Festival Internacional Paraty em Foco, um dos dez eventos mais importantes do mundo na área, Esteves aterrissa no RN dia 8 para ministrar curso e analisar portfólio de potiguares interessados em investir em conceitos autorais. Certo, ok, há quem defenda que fotografia nada mais é que um registro do cotidiano, limitada ao documental puro e simples, mas o grupo do qual Juan faz parte aposta no potencial artístico da foto e na formação crítica do fotógrafo.
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| Ex-editor de fotografia da Folha de São Paulo, Juan Esteves falará sobre aspectos da nova fotografia autoral |
A oficina, na verdade, será uma vivência de três dias (de 8 a 10 de março) realizada na pousada Fulô da Pedra, município de Passa e Fica (RN) - distante cerca de 100km de Natal. O lugar, divisa com a Paraíba, está incorporado à paisagem do Parque Estadual da Pedra da Boca.
Compilação de um curso oferecido em São Paulo, a oficina também irá tratar de linguagens; fundamentos e primórdios da fotografia; o retrato e suas implicações; perfil dos fotógrafos-artistas; quem são os colecionadores e o que eles procuram; mercado, museus e galerias. O programa é amplo e inclui os formatos da fotografia digital, a melhor maneira de arquivar e como o Photoshop atua na composição das imagens.
Olhar sobre a técnica, portfólios e coleções
Juan Esteves frisa que "educar o olhar" não significa impor de maneira autoritária conceitos e "sim oferecer subsídios para para a formatação de ideias, independente do eixo em que cada participante atua". Segundo ele, não basta ter técnica e equipamentos ultra modernos se não se consegue criar, e pelo perfil amplo da atividade o público-alvo é qualquer pessoa interessada em fotografia, seja profissional ou amador - não é necessário levar nem ter equipamento profissional.
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| Francisco Brennand, Oscar Niemeyer e Abrahan Palatinik: o retrato e suas implicações (Fotos: Juan Esteves) |
Para dar uma geral sobre o mercado, o fotógrafo irá identificar durante o curso quem são os principais colecionadores, quais os museus estão mais abertos à foto artística, que tipo de foto se colecionam, quanto valem, como são vendidas. "É importante para o currículo de qualquer fotógrafo ter uma imagem na coleção de um museu, mas qual tipo de imagem eles procuram?", disse Juan, que traz na bagagem 25 exposições individuais e participação em outras 180 coletivas. Professor universitário, colaborador de revistas nacionais e internacionais especializadas e ex-editor de fotografia da Folha de São Paulo (1985-94), Esteves tem propriedade para falar sobre o assunto: suas imagens fazem parte do acervo do museus de Arte Moderna e da Imagem e do Som de SP, do MASP, da Pinacoteca de São Paulo, do Musée de L'Elysée em Lausanne (Suíça), entre outros.
"Tenho alunos em São Paulo naquele momento de transição, jovens ou gente que quer mudar de profissão, encantados com os processos da fotografia. Querem viver disso, mas ainda não sabem como entrar no mercado; por isso o caráter de orientação".
Um dos momentos da oficina será a análise de portfólios. "Cada vez mais se busca esse tipo de análise conceitual e técnica do conjunto de um trabalho. A leitura de portfólios indica caminhos, e acredito ser a oportunidade ideal para se discutir o perfil que se busca, de pensar a fotografia conceitual dentro do que já vem sendo feito, de avaliar o que funciona e o que pode funcionar".
Sobre o embate foto análogica e digital, Juan pontua: "Não acredito nessa perda da magia. As pessoas estão fazendo uma confusão muito grande: fotografia digital não é uma evolução e sim uma outra coisa que surgiu com o advento da tecnologia. A preocupação é com a criação, o suporte está em segundo plano e essa discussão não aprofunda em nada o debate", finaliza.
Serviço: Wokshop e leitura de portfólio com o fotógrafo Juan Estevez (juanesteves.com.br). De 8 a 10 de março na Fulô da Pedra, Pedra da Boca, Passa e Fica (RN). Vagas limitadas. Informações e inscrições: 9982-2519 e 8755-9460.
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