quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Morre Sergio Larraín, o fotógrafo mais significativo da história do Chile

Foto:René Burri

Morreu ontem aos 81 anos, o fotógrafo chileno Sergio Larraín, reconhecido por seu trabalho na agência Magnum no final dos anos 60. Nascido em 1931 em Santiago, Larraín começou a trabalhar em fotografia em 1949, com uma inclinação precoce para a estética da pobreza e da marginalização, como evidenciado por seu trabalho com as crianças que viviam ao longo do Rio Mapocho. Larraín é considerado o fotógrafo mais significativo da história do Chile.

O escritor Julio Cortázar se inspirou numa fotografia de Sergio Larraín para escrever o livro intitulado “Las Babas del Diablo”, publicado em 1959, que conta a história do envolvimento acidental de um fotógrafo com um crime de morte, que deu origem ao filme Blow Up (1968), um dos mais célebres da história do cinema.

A obra de Larraín é reconhecida em todo o mundo, desde que seu trabalho apareceu em revistas como Paris Match, Life e Cruzeiro e em exposições em Nova York, Berlim, Valencia, Londres e Chicago.

As fotografias de Larraín fazem parte da coleção do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Foi no final dos anos 60 que ele começou sua retirada deixando a fotografia para ficar completamente imerso em meditação e estudo das culturas filosófico-místicas orientais, deixando Paris. Estabeleceu-se no vale de Azapa em Arica, no Chile, onde praticou ioga. Ele então se mudou para o Myrtle, e depois, no final dos anos 70, ele se estabeleceu em Tulahuen. Durante este período, não aceitou entrevistas e raramente era fotografado.

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