domingo, 11 de maio de 2014
Fotógrafo Robert Doisneau é homenageado em exposição no Recife
Considerado o mestre francês da fotografia, Robert Doisneau vai ser o homenageado da exposição que estreia, nesta quinta-feira, a partir das 19h, na Aliança Francesa do Derby, no Recife. O evento é gratuito.
A mostra Tributo a Robert Doisneau foi organizada através da parceria entre a Aliança Francesa do Recife, o Pernambuco Foto Clube e o Consulado Geral da França para o Nordeste. A exposição vai reunir 44 fotos na categoria tributo e mais 15 fotos na categoria releitura. A curadoria da mostra fica por conta da professora Renata Victor, Coordenadora do Curso de Fotografia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
Robert nasceu na cidade de Gentilly, na França, no ano de 1912 e foi um dos pioneiros do fotojornalismo. O fotógrafo gostava de registrar o cotidiano das cidades parisienses e evidenciava sutilezas pelas ruas e bistrôs de Paris. A obra mais famosa do artista é O beijo do Hotel de Ville. Roberto morreu 1994.
Serviço
Exposição Tributo a Robert Doisneau
Onde: Aliança Francesa do Derby (Rua Amaro Bezerra, 466)
Quando: Quinta-feira, 8 de maio, às 19h
Entrada gratuita
domingo, 27 de abril de 2014
Segurança agride fotógrafo da “Folha” em entrada de AMA em São Paulo
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| Zanone Fraissat foi agredido por segurança de AMA do Capão Redondo (SP) |
O fotógrafo Zanone Fraissat, da Folha de S.Paulo, foi agredido na última quinta-feira (24/4) no momento em que registrava um protesto contra a violência na Assistência Médica Ambulatorial (AMA), no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo.
De acordo com o jornal, os funcionários da entidade fizeram uma manifestação silenciosa contra as agressões de pacientes insatisfeitos com o serviço na unidade. Há um ano, a AMA passou a atender 24 horas, mas as agressões começaram há cerca de seis meses.
Apesar de o jornalista estar na rua, o segurança disse que era proibido tirar fotos no local. Não satisfeito, tirou a máquina fotográfica das mãos do profissional e o empurrou contra uma moto. Ele também jogou o equipamento no chão e os cacos da lente quebrada feriram a mão do fotógrafo.
Momentos depois, o homem puxou Fraissat para dentro do local e o ameaçou. "Aqui dentro eu posso te bater", disse. O agressor teve de ser contido por colegas que presenciaram o episódio. A entidade que gerencia a AMA não comentou o caso.
A prefeitura criticou o ocorrido e disse que vai investigar a ação com o órgão. O caso foi registrado na delegacia do bairro.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Ação 'Fotografe o Recife' termina neste sábado
Termina neste sábado (26) a ação "Fotografe o Recife", da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer. As 50 publicações mais bem votadas serão expostas no muro do Cemitério de Santo Amaro, durante o período de um ano. Para participar, basta publicar uma foto com a hashtag #colorindoorecife no Instagram. Os vencedores serão divulgados através do perfil @euamorecife, na rede social.
Não há um limite de fotos por usuários que queiram enviar para a competição. Em caso de empate, ganhará a foto que tiver mais comentários na postagem. A exposição com as imagens vencedoras será composta por 50 painéis de 1,50 x 1,65m. Até esta quinta-feira (24), são mais de 3,2 mil fotos compartilhadas com a campanha.
A iniciativa da Secretaria de Turismo e Lazer tem como objetivo fazer com que as pessoas vivenciem a cidade. O regulamento do concurso está disponível no site oficial da Prefeitura do Recife.
domingo, 20 de abril de 2014
Prêmio homenageia fotógrafa morta no Afeganistão
Edição 794 do Observatório da Imprensa
Tradução e edição: Leticia Nunes. Informações de Kristen Hare [“New award named for AP photographer Anja Niedringhaus”, Poynter, 15/4/14]
A Fundação Internacional de Mulheres na Mídia (IWMF) anunciou esta semana a criação de um prêmio em homenagem à fotojornalista alemã Anja Niedringhaus, morta no início de abril quando trabalhava no Afeganistão. O Prêmio Anja Niedringhaus de Coragem no Fotojornalismo irá celebrar fotojornalistas mulheres que se destacam por sua coragem. O prêmio foi criado a partir de uma doação de US$ 1 milhão da Fundação Howard G. Buffett e será realizado anualmente.
Anja, que trabalhava para a Associated Press, foi atingida por um tiro – disparado por um policial – quando cobria a eleição presidencial no Afeganistão. Ela viajava acompanhada da repórter canadense Kathy Gannon, que ficou ferida no ataque. A fotojornalista alemã tinha 48 anos e dedicava sua vida a documentar guerras e os efeitos dos conflitos nas pessoas que vivem em regiões destruídas por eles. Em 2005, ela recebeu o Prêmio Coragem no Jornalismo da IWMF. Na ocasião, afirmou que poderia ter se mantido longe do perigo, mas sempre era atraída pelas “pessoas que sofrem em situações difíceis”.
Tradução e edição: Leticia Nunes. Informações de Kristen Hare [“New award named for AP photographer Anja Niedringhaus”, Poynter, 15/4/14]
A Fundação Internacional de Mulheres na Mídia (IWMF) anunciou esta semana a criação de um prêmio em homenagem à fotojornalista alemã Anja Niedringhaus, morta no início de abril quando trabalhava no Afeganistão. O Prêmio Anja Niedringhaus de Coragem no Fotojornalismo irá celebrar fotojornalistas mulheres que se destacam por sua coragem. O prêmio foi criado a partir de uma doação de US$ 1 milhão da Fundação Howard G. Buffett e será realizado anualmente.
Anja, que trabalhava para a Associated Press, foi atingida por um tiro – disparado por um policial – quando cobria a eleição presidencial no Afeganistão. Ela viajava acompanhada da repórter canadense Kathy Gannon, que ficou ferida no ataque. A fotojornalista alemã tinha 48 anos e dedicava sua vida a documentar guerras e os efeitos dos conflitos nas pessoas que vivem em regiões destruídas por eles. Em 2005, ela recebeu o Prêmio Coragem no Jornalismo da IWMF. Na ocasião, afirmou que poderia ter se mantido longe do perigo, mas sempre era atraída pelas “pessoas que sofrem em situações difíceis”.
domingo, 13 de abril de 2014
Bola
| Foto: Leandro Cunha |
Desde lá, quando me furaram a primeira bola no meio da rua, na minha terra quer dizer,
Juazeiro onde se dá ao mesmo tempo Ituaçú.
Desde lá, quando me furaram a primeira bola no meio da rua, na minha terra quer dizer,
Juazeiro onde se dá ao mesmo tempo Ituaçú.
O ho ho ho, a vizinha tem vidraças. Tem sim sinhô.
O ho ho ho, avizinha tem vidraças. Tem sim sinhô.
Ao meus olhos bola, rua, campo e sigo jogando porque eu sei o que sofro e me rebolo para continuar menino como a rua que continua uma pelada.
Que a vida que há do menino atrás da bola: para carro, para tudo. Quando já não há tempo
Para pito, para grito e o menino deixa a vida pela bola...
Só se não for brasileiro nessa hora!
Só se não for brasileiro nessa hora!
Letra: Só se não for brasileiro nessa hora/Novos Baianos
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Brinquedo
terça-feira, 1 de abril de 2014
Fotógrafo que registrou tubarão em Piedade passou 200 horas para conseguir o clique
Dois incidentes fatais com tubarões registrados no ano passado em Pernambuco colocaram o Brasil no topo do ranking de mortes por ataques de tubarão em 2013 junto com Estados Unidos, Austrália e Ilha Reunião (na França). Os 59 ataques registrados nas praias do Recife e Região Metropolitana desde 1992 colocaram o Estado no centro dos debates a respeito do assunto. São contabilizadas 24 mortes. As polêmicas ganharam as redes sociais na última semana, quando a National Geographic Brasil divulgou em seu Instagram oficial a foto de um tubarão-galha-preta na orla da praia de Piedade, na Região Metropolitana do Recife.
O registro feito pelo fotografo carioca Daniel Botelho, colaborador da revista, mostra o tubarão de lado com os prédios da cidade ao fundo e estará na edição de abril da National Geographic, que trata dos incidentes com os animais. Foram 200 horas na água até conseguir o clique. Em uma conversa por e-mail, o fotografo de 33 anos contou que veio ao Recife quatro vezes e, ao todo, passou aproximadamente um mês na cidade até conseguir a imagem. Para isso, precisou de um barco, um equipamento de mergulho e da sua Nikon D4 em caixa Subaquática.
Como de costume, mergulhou sozinho. "Vi muitas sombras do que penso serem tubarões, mas não se aproximavam. Ele veio até mim, encostou o nariz em minha câmera e virou, nesse momento fiz a foto. Na hora o sangue frio tem que prevalecer para realizar a composição desejada, mas depois que retornei para o barco a sensação de dever cumprido foi sem igual. Me senti honrado por ter contato e interagir com este animal", lembrou Daniel Botelho.
Profissional há oito anos, o fotografo tem mais de mil e quinhentas horas de mergulho com tubarões e já mergulhou com crocodilos do Nilo e com lulas gigantes. "Somente com tubarões brancos tenho 130 horas fora da gaiola. E este é o meu mergulho mais marcante. O que gosto mais é mergulhar sem gaiola com os tubarões brancos. Eu trabalho com riscos calculados e geralmente meu maior medo é não conseguir a foto, afinal é um investimento muito alto para não retornar uma matéria", disse. A fotografia do tubarão-galha-preta na orla de Piedade foi feita em 2013. Daniel não quis revelar a data exata para preservar os animais, já que ainda existem grupos que pregam a sua caça.
Workshop
O monitoramento dos incidentes com os animais será debatido por especialistas do Brasil, Estados Unidos, México, África do Sul, Austrália e Ilha Reunião em um evento que começa amanhã no Recife. O 5º Worshop Internacional sobre Monitoramento de Incidentes com Tubarões no Recife é promovido pelo Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Os debates começam às 10h30 com uma palestra da presidente do Cemit, Rosângela Lessa. Em seguida, o diretor do Departamento de Pesca e Aquicultura da UFRPE, Fábio Hazim, falará sobre o Programa do Brasil para mitigar os riscos de incidentes com tubarões.
Uma discussão sobre a responsabilidade civil e criminal dos estados e municípios é um diferencial deste ano. O assunto será tratado pelo promotor Ricardo Coelho, que afirma que os governantes podem ser responsabilizados se não tomarem providências para evitar que os incidentes ocorram. Autoridades no assunto como o australiano Vic Peddemors, o sul-africano Geremy-Cliff e o do biólogo americano George Burgess, do International Shark Attack File, também irão participar do encontro, que seguirá até a sexta-feira.
Programação:
Terça-Feira 01/04
09:15-10:30 Cerimônia de Abertura - (Presenças de autoridades)
10:30-12:00 Palestra de abertura -Dra. Rosâgela Lessa - Presidente do CEMIT
12:00-14:00 Intervalo para almoço
14:00-15:00 Programa do Brasil para mitigar os riscos de incidente com tubarões - Dr.Fábio Hazin.
15:00-16:45 Responsabilidade Legal nos países com problemas de incidentes com tubarões - com os promotores Dr. Ricardo Coelho (MPPE) e Dr. André Felipe Barbosa de Menezes (Coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Meio Ambiente).
Quarta-Feira 02/4
9:15-10:15 Estudo tanatológico dos achados macroscópicos das lesões ocasionadas por tubarões: Lesões secundárias aos incidentes X afogamentos - Dr. Francisco Atanásio de Moraes Neto
10:15-10:30 Intervalo
10:30-11:30 Como diferenciar eventos simultâneos: Lesões "Intra-vitam" e "post-mortem" - Análise dos substratos macro e microscópicos sob a óptica médico-legal - Palestrante a definir.
12:00-14:00 Intervalo para almoço
14:00-15:00 ISAF - The International Shark Attack File. Sobre as notificações do Brasil - Dr. George Burgess.
15:00-16:00 Medidas de proteção aos banhistas em South Wales, Australia - Bather protection measures in New South Wales, Australia - Dr. Vic Peddemors.
16:00-16:15 Intervalo
16:15-17:15 Incidentes com tubarões na Ilha Reunião: Análise geral, hipótese e prevenção e redução de riscos (Sharck attacks at Reunion island.: overview, hypothesis, prevention and risk reduction measures - Dr. Bernard Séret.
Quinta-Feira 03/04
08:45-9:45 Fidelidade ambiental e uso do habitat dos tubarões no litoral de Pernambuco - Dra Rosângela Lessa
9:45-10:15 Mesa Redonda - Estudo de caso do 59º Incidente com tubarão em Recife (caso Bruna Gobby) - Cel Arnóbio Almeida - GBMAR-PE, Onir Modellin - CBMSC, Dr Pedro Pereira - UFPE e Rosângela Lessa - UFRPE
10:45-11:00 Intervalo
11:00-12:00 Uma visão geral das interações tubarão-homem no México, América Central e Caribe e as respostas locais associadas (Ramón Bonfil, George Burgess, Leonardo Castillo-Géniz, Carlos Godinez) - Dr Ramín Bonfil.
12:00-14:00 Intervalo para almoço
14:00-15:00 Programa para mitigar os riscos com incidentes de tubarões nos Estados Unidos - Dr. George Burgess.
15:00-16:00 Shark Attack and associeted mitigation measures in South Africa: what does the future hold? - Dr. Geremy Cliff.
16:00-16:15 Intervalo
16:15-17:15 Mesa redonda: Eficiência dos métodos de mitigação usados para reduzir os riscos de incidentes com tubarões - Dr. Fábio Hazin, Dr. Geremy Cliff, Dr Bernard Sécret, Dr. Vic Peddermors, Cel Arnóbio Almeida e TC. Onir Mocelin.
17:15 - 18:15 *Zona costeira de Pernambuco, Ecossistemas, Uso e Ocupação do solo - Correlação com os incidentes com tubarões
Sexta-feira 04/04
8:45-9:45 O que acontece pós-incidente? A resposta do plano de New South Wales What - Happens After the bite? The New South Wales Shark Incident Response Plan - Dr. Vic Peddemors
9:45-10:45 Educação Ambiental como um fator de mitigação dos incidentes em Pernambuco - Msc. Monica Souza - Instituto Oceanário de Pernambuco
10:45-11:00 Intervalo
11:00-12:00 Fernando de Noronha, a Ilha dos Tubarões: uma experiência a ser vivida. Museu dos Tubarões PE - Bel. Leonardo Veras.
12:00-14:00 Intervalo para almoço
14:00-15:00 Discussão final sobre os programas para mitigar os riscos com incidentes de tubarões no Brasil, Austrália, África do Sul, Estados Unidos e Ilha Reunião (França)
15:00-16:00 Marco legal para exploração de tubarões - Dra. Mônica Brick Peres - Ministério do Meio Ambiente - Brasília
16:00-16:15 Encerramento
Inscrições abertas para oficinas e leituras de portfólios que fazem parte do Pequeno Encontro da Fotografia em Olinda
Atenção fotógrafos e estudantes de fotografia! Estarão abertas a partir desta quarta-feira, 02 até o dia 14 de abril, as inscrições para as duas oficinas e leituras de portfólios que fazem parte da programação da 2° edição do Pequeno Encontro da Fotografia, que será realizado entre os dias 21 e 24 de maio, no Sítio Histórico de Olinda. O evento, projeto aprovado pelo Funcultura, dedicado à promoção do diálogo entre variadas linguagens e mídias no campo da fotografia, irá movimentar o circuito local e nacional trazendo nomes importantes da fotografia contemporânea.
Durante quatro dias, o evento contará com uma intensa programação de palestras, oficinas, exposições, expedição fotográfica, lançamentos de livros, entre outras atividades, proporcionando um diálogo entre o público interessado (participantes), moradores da cidade e fotógrafos daqui e de vários outros estados brasileiros, fortalecendo, assim, organicamente, a rede criativa da Fotografia no Brasil.
No total, serão duas oficinas (João Urban/PR e Ricardo Hantzschel/SP) e mais uma data reservada para a leitura de portfólios – com os fotógrafos João Urban e Patrícia Gouvêa/RJ.
Oficinas
O curitibano João Urban, especialista em fotografia documentária, paisagens naturais, urbanas e retratos; dará uma oficina sobre “a presença do retrato na fotografia documentária” com projeções comentadas de trabalhos de fotógrafos que são referências na sua carreira. A oficina acontece durante as tardes dos dias 21, 22 e 23/05.
A segunda oficina será ministrada pelo fotógrafo Ricardo Hantzschel (SP), nos dias 22, 23 (à tarde) e 24/05 (manhã). Ricardo há sete anos integra o premiado projeto Cidade Invertida, coletivo formado por fotógrafos, educadores e artistas com atuação em entidades da periferia, faculdades, museus e eventos fotográficos. Na oficina, o trabalho de edição de imagens, a partir e dinâmicas de grupo e jogos de edição.
Leitura de Portfólios
A manhã do dia 22/05 será toda reservada para a leitura de portfólios com os fotógrafos João Urban e a carioca Patricia Gouvêa, artista visual que trabalha com fotografia, vídeo, instalação e intervenção urbana. Seu trabalho prioriza a fotografia e a imagem em movimento e suas possíveis interfaces, onde a noção de tempo constitui um dos principais eixos de pesquisa.
Durante quatro dias, o evento contará com uma intensa programação de palestras, oficinas, exposições, expedição fotográfica, lançamentos de livros, entre outras atividades, proporcionando um diálogo entre o público interessado (participantes), moradores da cidade e fotógrafos daqui e de vários outros estados brasileiros, fortalecendo, assim, organicamente, a rede criativa da Fotografia no Brasil.
No total, serão duas oficinas (João Urban/PR e Ricardo Hantzschel/SP) e mais uma data reservada para a leitura de portfólios – com os fotógrafos João Urban e Patrícia Gouvêa/RJ.
Oficinas
O curitibano João Urban, especialista em fotografia documentária, paisagens naturais, urbanas e retratos; dará uma oficina sobre “a presença do retrato na fotografia documentária” com projeções comentadas de trabalhos de fotógrafos que são referências na sua carreira. A oficina acontece durante as tardes dos dias 21, 22 e 23/05.
A segunda oficina será ministrada pelo fotógrafo Ricardo Hantzschel (SP), nos dias 22, 23 (à tarde) e 24/05 (manhã). Ricardo há sete anos integra o premiado projeto Cidade Invertida, coletivo formado por fotógrafos, educadores e artistas com atuação em entidades da periferia, faculdades, museus e eventos fotográficos. Na oficina, o trabalho de edição de imagens, a partir e dinâmicas de grupo e jogos de edição.
Leitura de Portfólios
A manhã do dia 22/05 será toda reservada para a leitura de portfólios com os fotógrafos João Urban e a carioca Patricia Gouvêa, artista visual que trabalha com fotografia, vídeo, instalação e intervenção urbana. Seu trabalho prioriza a fotografia e a imagem em movimento e suas possíveis interfaces, onde a noção de tempo constitui um dos principais eixos de pesquisa.
domingo, 30 de março de 2014
Time escalado
Revista Imprensa/Ed. 298
Um grupo de 11 fotógrafas mostra o papel da mulher no futebol em trabalho que gerou a exposição "As Donas da Bola"
O ano? 2014. O campo? Brasil. A torcida? Os amantes da fotografia e do esporte, especialmente do futebol. A estreia? Maio de 2014. O time? Dinas. A escalação? As fotógrafas Ana Carolina Fernandes, Ana Araújo, Bel Pedrosa, Eliária Andrade, Evelyn Ruman, Luciana Whitaker, Luludi Melo, Marcia Zoet, Marlene Bergamo, Mônica Zarattini e Nair Benedicto. A bola? Suas lentes. Para preparar esse time, o escolhido foi o técnico, auxiliar, comentarista e curador independente Diógenes Moura.
Apita o árbitro, bola em jogo para a primeira partida do coletivo "Dinas", o projeto "As Donas da Bola". "São 11 mulheres de nomes de respeito, não só no fotojornalismo, mas em trabalhos autorais em ensaios, no Brasil e no exterior. Em uma ano em que muitas linguagens vão se voltar para a Copa do Mundo, o que chama atenção é justamente a diversidade de temas, de locais, de segmentos das classes sociais do país, e ver o futebol por esse ângulo feminino", explica Moura.
As 11 experientes e consagradas fotógrafas brasileiras vão mostrar a presença da mulher dentro e fora de campo em diversas situações: jogando, apitando, torcendo, treinando, de pés descalços, calçando chuteiras, vestindo hábitos correndo na grama, na quadra, na aldeia, na beira do mar e até na lama. "Como somos amigas, temos uma troca coletiva. Não é cada uma faz seu trabalho e apresenta, somos um time mesmo, estamos jogando juntas", afirma Luludi Melo.
Nascidas em diferentes gerações e morando em várias partes do país, elas fazem uma "concentração" a cada dois ou três meses na zona oeste da capital paulista para tratar dos detalhes da estreia. O "Dinas" foi criado em 2012, durante uma brincadeira após a 8ª edição do "Paraty em Foco", festival internacional de fotografia, realizado em Paraty, no Rio de Janeiro. Aproveitando que a "mestre" Nair estava presente no evento, oito fotógrafas (atualmente, apenas algumas atuam no projeto) eternizaram o momento e postaram a imagem no Facebook. Nos comentários, a idade das profissionais trouxe a comparação com "Dinossauras", que virou "Dinas" e pegou na hora.
A escolha do tema do primeiro projeto veio naturalmente, com a proximidade da Copa do Mundo no Brasil. Aos poucos a ideia foi lapidada até se tornar o "As Donas da Bola", que já tem uma exposição marcada no Centro Cultural São Paulo, a partir de maio, e continua em busca de patrocínio para o lançamento do livro em setembro. O calendário completo deve ser divulgado em breve. E promete goleada.
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| Foto: Eliária Andrade |
Um grupo de 11 fotógrafas mostra o papel da mulher no futebol em trabalho que gerou a exposição "As Donas da Bola"
O ano? 2014. O campo? Brasil. A torcida? Os amantes da fotografia e do esporte, especialmente do futebol. A estreia? Maio de 2014. O time? Dinas. A escalação? As fotógrafas Ana Carolina Fernandes, Ana Araújo, Bel Pedrosa, Eliária Andrade, Evelyn Ruman, Luciana Whitaker, Luludi Melo, Marcia Zoet, Marlene Bergamo, Mônica Zarattini e Nair Benedicto. A bola? Suas lentes. Para preparar esse time, o escolhido foi o técnico, auxiliar, comentarista e curador independente Diógenes Moura.
Apita o árbitro, bola em jogo para a primeira partida do coletivo "Dinas", o projeto "As Donas da Bola". "São 11 mulheres de nomes de respeito, não só no fotojornalismo, mas em trabalhos autorais em ensaios, no Brasil e no exterior. Em uma ano em que muitas linguagens vão se voltar para a Copa do Mundo, o que chama atenção é justamente a diversidade de temas, de locais, de segmentos das classes sociais do país, e ver o futebol por esse ângulo feminino", explica Moura.
As 11 experientes e consagradas fotógrafas brasileiras vão mostrar a presença da mulher dentro e fora de campo em diversas situações: jogando, apitando, torcendo, treinando, de pés descalços, calçando chuteiras, vestindo hábitos correndo na grama, na quadra, na aldeia, na beira do mar e até na lama. "Como somos amigas, temos uma troca coletiva. Não é cada uma faz seu trabalho e apresenta, somos um time mesmo, estamos jogando juntas", afirma Luludi Melo.
Nascidas em diferentes gerações e morando em várias partes do país, elas fazem uma "concentração" a cada dois ou três meses na zona oeste da capital paulista para tratar dos detalhes da estreia. O "Dinas" foi criado em 2012, durante uma brincadeira após a 8ª edição do "Paraty em Foco", festival internacional de fotografia, realizado em Paraty, no Rio de Janeiro. Aproveitando que a "mestre" Nair estava presente no evento, oito fotógrafas (atualmente, apenas algumas atuam no projeto) eternizaram o momento e postaram a imagem no Facebook. Nos comentários, a idade das profissionais trouxe a comparação com "Dinossauras", que virou "Dinas" e pegou na hora.
A escolha do tema do primeiro projeto veio naturalmente, com a proximidade da Copa do Mundo no Brasil. Aos poucos a ideia foi lapidada até se tornar o "As Donas da Bola", que já tem uma exposição marcada no Centro Cultural São Paulo, a partir de maio, e continua em busca de patrocínio para o lançamento do livro em setembro. O calendário completo deve ser divulgado em breve. E promete goleada.
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quarta-feira, 26 de março de 2014
Doze fotógrafos detidos por crime ambiental
Doze fotógrados subaquáticos foram detidos, tiveram os equipamentos recolhidos e ficaram 30 dias sem exercer a função, depois de serem flagrados alimentando peixes na zona de visitação das piscinas naturais de Maragogi, distante 5 km da costa, no Litoral Norte de Alagoas. A operação, realizada pelo Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal (PF) em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APA), foi realizada no dia 27 de fevereiro.
De acordo com a polícia, para atrair os peixes para junto dos turistas e tirar fotos mais interessantes, vendidas posteriormente em CDs por cerca de R$ 50, os fotógrafos estariam alimentando os animais com pães e ração canina, prática inadequada para a conservação da biodiversidade, em especial à comunidade de peixes recifais. O gesto favorece o estabelecimento de espécies mais oportunistas e agressivas, como a saberé, promovendo a expulsão das demais espécies e prejudicando a saúde dos animais, ocasionando enorme impacto ambiental.
Os detidos levados à terra na embarcação da PF e de lá até a sede do ICMBio, onde foi lavrado um auto de infração com multas no valor de R$ 1.500 para cada um. Todas as câmeras digitais apreendidas e as atividades de fotografia subaquática foram suspensas por 30 dias. Entre multas aplicadas e equipamentos arrecadados, chegou-se a um valor total de R$ 30 mil.
De acordo com a Polícia Federal, várias ações repressivas e preventivas vêm sendo realizadas para evitar e coibir diversos crimes ambientais em várias localidades em Alagoas, como Maragogi, Taocas, Barra Grande, Galés e Paripueira, Toquinho e em Pernambuco, como São José da Coroa Grande Porto de Galinhas, Serrambi e Tamandaré.
Segundo a PF, também estão sendo desenvolvidos trabalhos de fiscalização com relação a documentação dos barcos, tráfico de drogas e de pessoas, documentação de estrangeiros, contrabando, transporte de menores, caça e pesca ilegal e invasão de área ambiental.
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